segunda-feira, 29 de junho de 2009

Curtas e desbocadas

*A situação em Honduras pede cautela. Parece que o presidente - agora deposto - agia à revelia da lei. E, o que é mais grave: Manuel Zelaya teria chamado venezuelanos e nicaraguenses para apoiá-lo na realização de um referendum considerado ilegal pelo Superior Tribunal hondurenho. A interferência externa teria, alegam os golpistas, precipitado as coisas. Pelo sim ou pelo não, até que tudo esteja esclarecido governos que não são tocados por lambe-botas chavistas deveriam se abster de opinar.

*Nenhuma novidade na entrevista do presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, publicada no Estadão. Gabrielli seguiu à risca o manual da sua turma: reputou as suspeitas que recaem sobre a estatal a uma armação da mídia e fez ameaças veladas. O roteiro chega a enojar de tão repetitivo.'Neztepaís', de Sarney a Protógenes de Queiroz, todo mundo que sente a merda bater na bunda se diz vítima da imprensa.

*Por falar em Sarney, os twitteiros andam tentando emplacar duas tags. Uma, já destacada pela imprensa, é a #forasarney. A outra, surgida ontem, é a #chupasarney. Fiquei com a segunda. Acho que está mais de acordo com o nível da política nacional.

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quinta-feira, 25 de junho de 2009

congresso_nacional.jpg

"Transformam o país inteiro num puteiro
pois assim se ganha mais dinheiro".

 Cazuza - O Tempo Não Para - by Pescador

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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Futurologia

"A minha solidariedade é porque o presidente Sarney já foi presidente da República. E alguém que foi presidente da República tem muita responsabilidade, tem um passado que lhe garante muitas coisas nesse país. "

Este foi Lula, ontem, em entrevista para a Rádio Capital, de São Paulo.
Já viram né? Este negócio de "alguém que foi presidente da República" ter " um passado que lhe garante muitas coisas neste país" é uma defesa por antecipação.

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domingo, 21 de junho de 2009

O retrato da nação

popuzada.jpg
Clique aqui para ampliar.

Alertada pela Tia Cris, descobri que a funkeira Valesca Popozuda posou para a Playboy do mês com o presidente - não exatamete "com ele", mas com a foto dele.
O resultado é uma definição simplesmente perfeita da lucidez política nacional.
A considerar as últimas pesquisas de popularidade, esta é a posição de 80% dos brasileiros em relação a Lula.

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sábado, 20 de junho de 2009

Vamos deixar de frescura...

Só duas categorias de brasileiros podem se dizer surpresos com as últimas notícias vindas do Senado Federal: os recém-nascidos e os que saíram do coma.

Quem não se encaixa nesta categoria, favor deixar de frescura e lembrar que, outro dia, os senadores tiveram a chance de resgatar um pouco da honra perdida e preferiram absolver Renan Calheiros. O episódio pode parecer muito pontual - porque não é o único -, mas ilustra bem a nossa inércia política. Calheiros negociou a presidência do Senado por sua absolvição e... ponto. Do lado de cá, nada. Artigos e comentários indignados na imprensa, claro. Mas palavras escritas, já sabemos, têm alcance reduzido neste grande acampamento que alguns insistem em chamar de país.

Sem contar aquela meia-dúzia que, posando de esclarecida e pró-ativa, sempre arrisca um discurso "Senado prá quê? Vamu fechá aquela bosta!". Ou seja: quando não conseguimos fazer com que uma instituição democrática funcione corretamente, nossos cidadãos supostamente mais 'politizados' - ou mais afeitos a mobilizações, como queiram - cogitam fechá-la. Por analfabetismo ou preguiça, a maioria segue silenciosa, trabalhando para pagar os impostos que sustentam esta farra sem fim.

Com tamanha malemolência, é de se admirar que aqueles a quem, repetidas vezes, temos conferido poder ainda nos deixem dizer o que pensamos. O que é uma grande bênção porque, salve-salve!, amanhã é domingo - dia de desopilar o fígado xingando a mãe do juiz.

E, já me antecipando aos que até aqui virão para apontar o quanto é clichê essa história de "futebol, ópio do povo", deixo outro, berrado por um maluco que passou por mim na rua ontem: " Droga só faz mal para quem não tem caráter".

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sábado, 13 de junho de 2009

Matéria lisérgica

Eu vou colar a matéria do Estadão na íntegra, conforme ela está no momento em que preparo este post, porque imagino que ela vai ser reeditada.
É que do jeito que está não faz sentido algum.
Acompanhem:

FHC diz que PT só queria escândalo
Depoimento do ex-presidente à Justiça, como testemunha de Jefferson na ação do mensalão, ganhou viés político
Fausto Macedo

"É inegável que o governo do presidente Lula, em muitas matérias, criticou o que se fazia e, quando encontrou a realidade, aceitou que era melhor o que nós estávamos fazendo antes. Então isso aconteceu, para o bem do Brasil", declarou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) em depoimento à Justiça Federal.

Ele depôs dia 4, como testemunha de defesa do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), um dos 40 réus do processo do mensalão, suposto esquema de propinas a parlamentares da base aliada do governo.

A audiência foi conduzida pelo juiz Marcio Catapani, da 2ª Vara Criminal Federal em São Paulo. O termo de declarações, em 7 páginas, foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde tramita a ação do mensalão.

O ex-presidente elogiou Jefferson, a quem chamou de "batalhador", mas seu relato não se restringiu ao histórico do acusado. Quando provocado pela defesa ou pelo Ministério Público Federal, ele apontou para seu sucessor e o PT. Mais que uma audiência criminal, a sessão ganhou viés político.

"Em termos de ética e de postura, com relação ao combate à corrupção, qual foi exatamente a postura do PT com relação a esses assuntos?", perguntou a Procuradoria da República. "Transformar em escândalo qualquer caso, muitas vezes sem ter sido apurado", respondeu Fernando Henrique.

A procuradoria indagou sobre a conduta de outros dois réus, o deputado José Genoino (PT-SP) e o ex-ministro José Dirceu. A defesa se opôs, mas o juiz dirigiu-se ao ex-presidente. "O senhor disse que o PT tinha por hábito transformar em escândalo qualquer fato mesmo antes de investigado. Os acusados José Genoino e José Dirceu faziam parte dessa postura? Acho que é uma questão de postura. Só para saber se objetivamente eles assumiam essa postura."

Fernando Henrique: "Eu não posso dizer com precisão se, especificamente, cada um deles, qual é a ação que desenvolveu nesse sentido. Conheço Genoino há muito tempo. Agora, seguramente eles são responsáveis também, porque um era o presidente do partido e o outro tinha posição de destaque, de liderança, sempre foi um deputado, o Genoino, muito ativo. Não posso dizer que eles pessoalmente tenham feito tal coisa no sentido de transformar em escândalo, mas certamente eram pessoas que conduziam o partido, entre outros, naturalmente."

A defesa abordou a transição. "Entre o seu governo e o do presidente Lula foi um período em que o risco Brasil realmente explodiu..." O ex-presidente respondeu: "A sensação que o mercado teria é a de que eventualmente o governo Lula queria modificar aquilo que vinha sendo feito até então, essa era a sensação dos mercados."

As reformas da Previdência e tributária foram questionadas. "No seu governo, qual foi o comportamento do PT em relação às reformas?" Fernando Henrique retrucou: "Em geral, contrário. Na previdenciária votou praticamente contra tudo, e foi aprovada."
(Fonte: Estadão)

Muito bem...
Eu acho que há um problema de redação na matéria. Porque não fica claro se, ao declarar que o PT só fez "transformar em escândalo qualquer caso, muitas vezes sem ter sido apurado", Fernando Henrique se referia ao período dos seus dois mandatos ou ao escândalo do mensalão.
Se for a primeira hipótese, é de se estranhar o clima de palanque com o qual foi conduzido o interrogatório - a declaração não ajuda a elucidar nada além da cara-de-pau petista. Se for a segunda - se ele realmente acha que, quando o mensalão veio à tona, o PT fez escândalo sem apurar - aí danou-se. Porque, se eu bem me lembro, o PT fez de tudo para abafar o escândalo.
Ou será que o ex-presidente falava do momento em que as investigações do mensalão chegaram ao nome de Eduardo Azeredo?

Postado por Nariz Gelado às 12:47h | Pode meter o nariz: (3)

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Covardia ou malandragem?

Casa, banho, jantar e a minha poltrona predileta... Gata de um lado, laptop do outro, eu estava louca para saber mais sobre este fenômeno da mídia surgido na última semana - o blog da Petrobras.

Mas a coisa ficou confusa. Qual dos blogs? - foi a primeira pergunta que me fiz. Porque surgiram pelo menos três nos últimos dias.

Tem o Petrobras Fatos e Dados que, dizem, é oficial - embora não exista, no blog, o nome de quem se responsabiliza pela "cria". Aquela coisa de petista: onde todos são responsáveis, ninguém pode ser responsabilizado; todo mundo mete o pé na jaca e ninguém vai preso, etc e tal. Há, também, o Fatos e Dados, que se diz uma paródia do primeiro - e é, em qualidade de texto, muito superior. Por último, descobri o Petroperguntas, que, segundo o Noblat, "é um espaço para que os jornalistas postem as perguntas que encaminharam à Petrobras e que ela se recusou a responder". Embora a idéia seja boa, só tem um post lá - parece que a revanche não vai vingar.

A esta altura, o assunto já parecendo velho, pensei em deixar passar. Blog é isso mesmo: uma ferramenta democrática. Qualquer idiota pode ter o seu. E se a Petrobras quer peitar a "grande imprensa" e contratar o maluco do megafone como assessor de comunicação, problema dela - e dos seus acionistas.

Mas uma coisa está me incomodando. Se o blog - e a idéia que seus criadores afirmam animá-lo, de "passar as informações na íntegra, sem a edição jornalística" - foi assumido pela direção da empresa como oficial, por que não deixá-lo no portal oficial? Por que mantê-lo no wordpress, como se fosse um apêndice, ainda que com link na página principal? Mais: por que cargas d'água o conteúdo que se publica no Petrobras Fatos e Dados não pode estar na seção Agência Petrobras de Notícias?

Seria por que o tal blog Petrobras Fatos e Dados não passa de uma grande malandragem pré-cpi - incompatível, portanto, com a imagem de seriedade que uma empresa como a Petrobras deve, obrigatoriamente, cultivar?

Se a resposta for afirmativa, o blog é inadequado. Se for negativa - ou seja, se o blog não é uma malandragem pré-cpi mas, sim, uma "grande inovação" nas relações da empresa com a mídia - faltou coragem a Gabrielli e equipe para integrar a novíssima prática ao site oficial.

Ao fim e ao cabo o que fica é a impressão de que a área de comunicação de Petrobras meteu os pés pelas mãos e acabou entrando numa fria: se não paga de malandra, paga de covarde.

Postado por Nariz Gelado às 22:47h | Pode meter o nariz: (6)

sábado, 6 de junho de 2009

Dilma é homenageada em almoço na casa de Marta Suplicy

chá de bofe.jpg

Na foto acima, você vê a a ministra-chefe da casa Civil, Dilma Roussef, confraternizando com aquela "burguesia muito má, minoria branca muito perversa" do Claudio Lembo. (Leia os detalhes aqui)

O paraíso da "classe operária" que nos governa é a capa da Caras.

Postado por Nariz Gelado às 22:26h | Pode meter o nariz: (4)

terça-feira, 2 de junho de 2009

Um elogio a dignidade

Não sei como foi a conversa do vice-presidente com os parentes das vítimas do vôo AF 447.
Mas a entrevista que José Alencar concedeu na saída do encontro foi exemplar.
Sereno, sem fazer palanque de um situação tão dolorosa, o presidente em exercício desempenhou muito bem seu papel: garantiu que não faltará apoio do governo aos parentes das vítimas, não descartou a hipótese, remota, de se encontrar sobreviventes - algo fundamental, enquanto as buscas não forem encerradas -, pontuou a importância da parceria com o governo Francês e ainda trouxe - com cautela - a informação, àquela altura nova, sobre o possível avistamento de destroços por parte da tripulação de um vôo Tam Paris-RJ.
"Dignidade" foi a palavra que me ocorreu ao assistir à entrevista.

Postado por Nariz Gelado às 10:18h | Pode meter o nariz: (6)

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Tristeza que não acaba mais

Que segunda-feira triste.
Não bastasse a tragédia do acidente, os familiares e amigos dos passageiros do vôo Air France ainda são alvo do despreparo das nossas "autoridades".
Lula peca pelo mutismo. Deveria espelhar-se em Sarkozy e voltar de El Salvador para dar uma palavrinha com os familiares dos passageiros - cidadãos que, neste momento, estão vivendo horas muito angustiantes; talvez as mais angustiantes de suas vidas. Mas Lula sempre some nas tragédias - desconfio que ele teme associar-se a coisas ruins porque acredita que elas possam abalar sua alardeada popularidade. Lula só vai nas boas.
Na outra ponta, na ponta dos afobados, temos Sergio Cabral pecando por antecipação: o governador do Rio já declarou, em total desrespeito ao protocolo da situação, luto oficial de três dias.
Eu não sei quem orienta essa gente nestes momento. Mas os assessores deveriam ser demitidos.
Qualquer menino de 12 anos que goste de cinema - ou de séries de TV - sabe como um presidente e um governador devem se comportar num momento como esse.

Postado por Nariz Gelado às 15:19h | Pode meter o nariz: (3)

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Focinho de porco

Em homenagem a Haroldo Ribeiro Gomes, Cássio, João Paulo Rodrigues e DKCR, segue matéria publicada na Folha de S. Paulo de hoje.
Se quiserem saber quem são os quatro homenageados, cliquem aqui.
Importa é que eles sabem quem são. E que hoje, em especial, devem estar com um pouquinho de vergonha do que são.

*****

PF vê ligação de libanês com a Al Qaeda

Investigação indica que sua função não estava ligada ao braço armado da organização; advogado aponta "precipitação" da polícia

Segundo as interceptações, homem detido no mês passado dizia ser integrante da Al Qaeda; FBI alertou brasileiros em fevereiro

LUCAS FERRAZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Investigações da Polícia Federal sobre a atividade do libanês K. chegaram à conclusão de que ele tem ligações com a organização terrorista Al Qaeda. K., acredita-se, é o responsável mundial pelo "Jihad Media Battalion", uma organização virtual que é usada como uma espécie de relações públicas on-line da Al Qaeda, propagando pela internet, em árabe, ideais extremistas e incitando o povo muçulmano a combater países como os EUA e Israel. Para a PF, K. não é membro da alta hierarquia da Al Qaeda.

De São Paulo, sempre segundo a avaliação da cúpula da PF, o libanês mantinha contato com pessoas ligadas à organização terrorista em pelo menos quatro países, um deles da Ásia. Sua função não estava ligada ao braço armado da organização, mas a PF suspeita de que ele tenha tratado, em discussões pelo fórum, de alvos potenciais de atentados, chegando a distribuir tarefas a outros membros da organização. Segundo as investigações, K. agia só, o que descarta, portanto, para as autoridades, a participação de algum brasileiro.

Nas intercepções feitas pela PF, o libanês foi flagrado dizendo ser integrante da Al Qaeda, que tem como líder máximo Osama bin Laden, o terrorista mais procurado do planeta. As autoridades brasileiras foram informadas da atuação do libanês em fevereiro, em informações repassadas pelo FBI, o equivalente norte-americano da PF. Na ocasião, o FBI já tinha a identificação do IP do computador de onde o libanês coordenava a rede.

O advogado do libanês, Mehry Daychoum, diz que houve "confusão" e "precipitação" da PF e nega relação de seu cliente com qualquer organização "paramilitar ou terrorista": "Ele cometeu a infelicidade de emitir comentários na internet, jamais imaginando que isso pudesse ser crime no Brasil".

Na edição de terça, o colunista da Folha Janio de Freitas informou que um integrante da alta hierarquia da Al Qaeda tinha sido preso no Brasil. Para preservar o sigilo da operação, escreveu o jornalista, a PF atribuiu a prisão a uma investigação sobre células nazistas.

O ministro Tarso Genro (Justiça) disse que o governo não trabalhava com a hipótese de K. ter relações com a Al Qaeda. O presidente Lula demonstrou irritação ao falar do caso.

Segundo disseram à Folha autoridades brasileiras, o governo queria manter sob sigilo a suspeita da ligação de K. com a Al Qaeda, principalmente por causa da pressão internacional. Por isso sua prisão foi divulgada como consequência de uma suposta "propagação de mensagens com conteúdo racista pela internet", segundo a nota da PF. O libanês foi indiciado por crime de racismo.

Autoridades americanas têm pressionado o Brasil por não haver em lei a tipificação do crime de terrorismo. Para Tarso, não é preciso mudar a legislação, pois atos terroristas podem ser enquadrados nas leis comuns. O debate já chegou a ser travado no Ministério da Justiça. Mas a preocupação do governo é que a criação de uma lei desse tipo possa criminalizar movimentos sociais.

K. vive no Brasil com a mulher e filha, ambas brasileiras. Detido em 25 de abril, ele passou 21 dias preso por ordem do juiz da 4ª Vara Federal Criminal, Alexandre Cassettari. Agora, mesmo em liberdade, o libanês segue sendo monitorado.

Em nota, a assessoria da Justiça Federal disse que a investigação da PF apontou indícios de que K. atuava como membro da "organização extremista" Jihad Media Battalion, além de ter ligações "com outros grupos". Segundo a Justiça, "as diligências policiais constataram, também, a associação de aproximadamente 34 membros cadastrados, o que caracterizaria a formação de quadrilha". O Ministério Público ainda não decidiu se oferecerá denúncia contra K.

Ontem, a Comissão de Segurança Pública da Câmara aprovou requerimento que convida representantes da PF e da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) para discutir a prisão de K -com data a ser definida.

Postado por Nariz Gelado às 15:57h | Pode meter o nariz: (3)

Direto da aldeia

A partir das 19 horas de hoje, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma o julgamento do processo de cassação do governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira (PMDB).
Luiz Henrique não é acusado de compra de votos ou de fraude eleitoral. De acordo com um encarte publicado pelo Diário Catarinense, pesam sobre o governador as seguinte acusações:

1) Propaganda eleitoral ilegal e promoção pessoal – entre o segundo semestre de 2004 e junho de 2006, foi veiculado em rádio e TV a campanha publicitária institucional Santa Catarina em Ação, divulgando obras estaduais.

2) Abuso de poder político – no segundo turno, o governador em exercício Eduardo Pinho Moreira enviou à Assembléia projeto isentando do IPVA proprietários de motos com até 200 cc. Esperidião Amin, candidato à época, havia feito a mesma proposta no programa eleitoral cinco dias antes.

3) Propaganda eleitoral ilegal - Dezenas de jornais do interior publicaram no primeiro semestre de 2006 um caderno especial de balanço do primeiro mandato de LHS.

Não conheço os mínimos detalhes do caso - caberá ao TSE julgar a coisa. Mas, como já disse outro dia, não vejo com bons olhos esta mania dos Amin de sempre - pelo menos nestes sete anos em que estou morando aqui - contestarem, na Justiça, o resultado das urnas. Toda vez que alguém da família perde uma eleição é a mesma coisa. Na minha opinião, esta constância - acrescida do fato de que jamais conseguiram ganhar uma - desmoraliza a causa.

Postado por Nariz Gelado às 10:32h | Pode meter o nariz: (1)

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Continuo confusa

Leia, primeiro, o post anterior, que traz a matéria da Folha de S. Paulo sobre a prisão de um suposto membro da rede Al Qaeda.
Depois, volte e confira estes trechos da nota emitida pelo Ministério Público Federal - cujo link foi postado aqui no blog ontem à noite:

1) A Polícia Federal recebeu informações do FBI sobre a existência
de um fórum fechado da internet, publicado em língua árabe, com mensagens discriminatórias e anti-americanas
. A PF tinha a informação de que parte dos conteúdos eram postados a partir do Brasil;
2) Após a quebra de sigilo telemático, foi confirmado que um
cidadão de origem árabe, residente no Brasil, era o moderador do fórum
e que este poderia estar ligado a algum grupo terrorista;
(...)
8) A investigação apontou que o fórum era organizado e possuía
estatuto e que nada era publicado sem autorização do homem preso,
entretanto não há indício de que esse grupo integre ou tenha praticado qualquer ato de uma organização terrorista. Não foram apreendidas armas, documentos secretos, planos, etc;
9) O MPF entende como deplorável o material publicado pelos
integrantes do fórum
e, por meio do Grupo de Combate a Crimes Cibernéticos, atua há anos contra crimes contra os Direitos Humanos na internet, como os crimes de ódio. Tais mensagens de incitação à violência, ódio a americanos e intolerância religiosa, continuam sob análise do Ministério Público Federal, de forma serena, em busca da verdade real dos fatos e da correta aplicação dos pressupostos de um Estado Democrático de Direito.

Me parece que este caso - talvez pelo sigilo imposto - está bastante confuso.

Pois se, como afirma o MPF, "após a quebra de sigilo telemático,foi confirmado que um cidadão de origem árabe, residente no Brasil, era o moderador do fórum" e se "a investigação apontou que o fórum era organizado e possuía estatuto e que nada era publicado sem autorização do homem preso" - conteúdo que, notem bem, o MPF qualifica como "discriminatório" e "deplorável" - pode-se concluir que a dúvida reside quanto ao suposto envolvimento com a Al Qaeda, mas não quanto ao caráter discriminatório do conteúdo e ao nível de responsabilidade do preso sobre o mesmo, certo?

Tanto é assim que, segundo a matéria da Folha de S. Paulo, a PF de Brasília emitiu nota informando que o homem preso foi "indiciado no artigo 20, parágrafo segundo, da Lei 7.716/89 (crime de racismo)".

O próprio advogado do preso parece não discordar da coisa ao declarar, à Folha de S. Paulo: "O meu cliente não tem qualquer vínculo com qualquer organização paramilitar ou terrorista. Ele [cliente] cometeu a infelicidade de emitir comentários na internet,jamais imaginando que isso pudesse ser crime no Brasil"

Agora, peço a ajuda dos senhores juristas para entender o seguinte: racismo não é crime inafiançável? Mesmo diante de um indiciamento, a pessoa pode ser liberada?

Já se vê que não entendo lhufas de leis. Por isso pergunto. Porque, a grosso modo, me parece que o homem em questão poderia ser liberado após os 20 dias porque, como afirma o juiz Alexandre Cassetaria, à FSP, "não pode a prisão deste feito ser mantida somente para sustentar ou auxiliar investigações estrangeiras". Pergunto é se ele, diante de um indiciamento por racismo não deveria permanecer detido.

Notem que estou a fazer peguntas. É que gostaria de entender o motivo de toda esta confusão. Porque a confusão é visível, queridos. Ou não haveria sigilo, notas desencontradas e um Lula furioso com o vazamento do caso.

Postado por Nariz Gelado às 11:58h | Pode meter o nariz: (2)

Tomada

Segue, abaixo, matéria da Folha De São Paulo de hoje sobre a suposta prisão de um suposto membro da Al Qaeda, anunciada, ontem, na mesma Folha, pelo colunista Jânio de Freitas. Os grifos são meus.
Daqui a pouco eu comento.

PF investiga estrangeiro por racismo na internet

A Polícia Federal manteve preso por 21 dias o libanês K., comerciante de equipamentos de informática que mora em São Paulo, sob suspeita de que ele propagava na internet material com conteúdo racista.
Na edição de ontem da Folha, o colunista Janio de Freitas informou que um integrante da alta hierarquia da Al Qaeda tinha sido preso no Brasil.
O jornalista escreveu que, para preservar o sigilo, a PF atribuiu a prisão, inclusive internamente, a uma investigação sobre células de neonazistas.
O comerciante nasceu no Vale do Bekaa, no Líbano, é considerado "estrangeiro permanente" no Brasil e tem mulher e filha brasileiras. Ele foi preso em 25 de abril por ordem do juiz da 4ª Vara Federal Criminal, Alexandre Cassettari.
A ordem de soltura foi dada pelo mesmo juiz no último dia 18, por entender que a prorrogação da prisão já não era mais necessária para o andamento das investigações no Brasil.
Em nota divulgada ontem, a procuradora federal Ana Letícia Absy informou que as investigações "não comprovaram que o preso em São Paulo é membro da Al Qaeda".
A procuradora relatou, na nota, que o libanês foi alvo de um inquérito aberto pela PF com base em informações do FBI, o equivalente norte-americano da PF, "sobre a existência de um fórum fechado da internet, publicado em língua árabe, com mensagens discriminatórias e anti-americanas".
Em decisão contrária a um habeas corpus impetrado por K., o desembargador do TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região Baptista Pereira citou, de modo genérico, que as investigações da PF vinculavam esse fórum da internet a "grupos como Al Qaeda".
"Consta dos autos que o paciente está sendo investigado pela Polícia Federal, na denominada Operação Imperador, originada de interceptações telefônicas, com a finalidade de investigar a existência de suposta organização denominada "Jihad Media Battalion", que propagaria material de cunho racista e de intolerância e discriminação religiosa pela rede mundial de computadores, internet, visando à incitação do ódio aos ocidentais e o fomento de ideologia antissemita, colaborando com grupos como Al-Qaeda", escreveu Pereira.

O advogado do investigado, Mehry Daychoum, disse que houve "uma completa confusão da Polícia Federal" e uma "precipitação". "O meu cliente não tem qualquer vínculo com qualquer organização paramilitar ou terrorista", disse.
"Ele [cliente] cometeu a infelicidade de emitir comentários na internet, jamais imaginando que isso pudesse ser crime no Brasil", disse Daychoum. Segundo seu advogado, K. "mora nos fundos de uma casa", tem um pequeno comércio e conserta aparelhos de informática.

Outros países
Na decisão que libertou K., o juiz Cassettari informou que o caso interessa a "autoridades estrangeiras". Ele fez crítica indireta à demora desses países em se manifestar no processo.
"Mesmo considerando que investigações feitas em outros países podem ainda estar em andamento (o que está totalmente demonstrado nestes autos), não pode a prisão deste feito ser mantida somente para sustentar ou auxiliar investigações estrangeiras
, já tendo as autoridades estrangeiras 20 dias desde a prisão do investigado para as providências cabíveis", escreveu o juiz.
Em nota, a PF em Brasília informou que o libanês foi preso por suposta "propagação de mensagens com conteúdo racista pela internet. O estrangeiro foi indiciado no artigo 20, parágrafo segundo, da Lei 7.716/89 (crime de racismo). A PF não se manifestará sobre a investigação, que corre sob segredo de Justiça".
A PF pretendia mantê-lo preso por mais tempo, para aprofundar a investigação e conhecer o alcance de seus eventuais contatos estrangeiros.
No Brasil, não existe o crime de terrorismo. Assim, ainda que se comprove a ligação de um investigado com grupos extremistas, só poderá ser preso se praticar algum crime previsto na legislação nacional ou mediante algum pedido de extradição encaminhado por um país estrangeiro ao STF (Supremo Tribunal Federal).
A ideia da PF era expulsar K. do país, prática legal permitida quando um estrangeiro comete crime dentro do território nacional. Mas isso não foi possível porque ele é casado com uma brasileira, situação que proíbe a expulsão. (RUBENS VALENTE, ANDREA MICHAEL e LUCAS FERRAZ)

Postado por Nariz Gelado às 9:13h | Pode meter o nariz: (2)

terça-feira, 26 de maio de 2009

Focinho de porco ou tomada?

Há pouco, o Ministério Público emitiu uma nota dizendo que não há indício de que o homem preso integre ou tenha praticado qualquer ato de uma organização terrorista.
Meus anjinhos da guarda também estão agitados. Um me diz que a Globo São Paulo está numa correria maluca, tentando apurar a confusão - e que matéria, provavelmente, só vai rolar no Jornal da Globo. Outro, que focinho de porco não é tomada - e que eu fique de olho na Folha de S. Paulo de amanhã.
Ambos recomendam calma (pô, gente, eu sou calma!) e afirmam que o assunto é complicado. O que me faz concluir que, se não for focinho de porco, alguém vai tomar choque.

Postado por Nariz Gelado às 20:32h | Pode meter o nariz: (1)

"Direspeitoso"

Enquanto as informações são desencontradas - o Estadão afirma que o AL Qaeda segue preso -, você assiste ao vídeo abaixo.
Lula com este papo de que está ofendido... E de que "nada foi provado ainda"?
Humm... Macacos me mordam se este AL Qaeda não for companheiro.

Postado por Nariz Gelado às 18:45h | Pode meter o nariz: (2)

Mão na moleira, birutas!

Quando, logo depois dos atentados de 11 de setembro, o governo americano mostrou-se preocupado com a ação de grupos terroristas na America Latina - em especial na Tríplice Fronteira - houve choro e ranger de dentes.

Uns - e o ex-ministro Justiça José Gregori, estava entre eles - diziam que o EUA estavam pressionando para que se achasse um terrorista no Brasil. Já o ministro de Justiça de então, Paulo de Tarso Ramos Ribeiro, cogitou uma tentativa de demonização da América do Sul. E, ainda em 2001, quando a CNN apresentou um programa apontando indícios de terrorismo na região, Fernando Henrique Cardoso foi à Casa Branca para dizer que a Tríplice Fronteira era mais segura do que Londres.

Houve, também, delírios moderados: alguns atribuíram o tema à necessidade de Bush encontrar uma pauta para a campanha de reeleição em 2004 ou a uma conspiração para perseguir, deliberadamente, os muçulmanos estabelecidos em Foz do Iguaçu. E não faltaram - cedo ou tarde, eles sempre se apresentam - os grandes delírios: que tudo não passava de uma desculpa esfarrapada a justificar uma futura invasão yankee na América Latina para, claro, solapar o petróleo venezuelano e a água (isso mesmo!) brasileira - o Aqüifero Gurani dava o toque de realidade à lenda.

Pois me parece que hoje todos estes delírios, grandes e pequenos, devem calar diante do artigo de Jânio de Freitas para a Folha de S. Paulo. Porque ele dá conta de que foi preso, em São Paulo, um integrante da alta hierarquia da Al Qaeda.

Segundo Freitas, não consta que o sujeito estivesse planejando ações terroristas no Brasil. Mas a coisa toda - inclusive a prisão - corre em segredo porque "a importância do preso se revela no grau de sua responsabilidade operacional: o setor de comunicações internacionais da Al Qaeda". Ele também observa que "tal atividade sugere provável relação entre recentes êxitos do FBI e a prisão aparentemente anterior feita em São Paulo. Há cinco dias, o FBI prendeu por antecipação os incumbidos de vários atentados iminentes nos Estados Unidos, inclusive em Nova York". (assinantes podem ler a matéria completa aqui).

É provável, mesmo, que o integrante-da-alta-hierarquia-da-Al-Qaeda estivesse por aqui de passagem - e não para planejar um atentado. Talvez, ciente de que o FBI estava em seu encalço, tenha resolvido dar um tempo por aqui - aquela coisa de esperar a poeira baixar. Quem sabe não estava atrás de um novo passaporte?

O Brasil, como se sabe - e como o pessoal que ficou fulo da vida com aquela campanha do Burger King teima em negar - é o refúgio ideal para bandidos internacionais. E isto é assim desde que os nazistas vinham até aqui para se esconder. E é assim por motivos vários, que vão desde a malemolência das nossas autoridades, passando pelo total abandono das nossas fronteiras e culminando com a nossa alardeada diversidade étnica - o que permite que qualquer criatura, sem levantar a mínima suspeita, possa se passar por brasileiro. E o Bush, vejam só!, não tem culpa de que assim seja.

Só isto já deveria ter servido para que, nos últimos oito anos, políticos, profetas e outros birutas tivessem colocado a mão na consciência antes de dizer tanta bobagem. Quem sabe agora o façam?

Atualização, às 17h:26min: só agora fiquei sabendo que, enquanto eu redigia este post, os portais de notícias avisavam que o fato ocorreu há dois meses e que o tal integrante-da-alta-hierarquia-da-Al-Qaeda já foi solto e não será extraditado porque, dentre outras coisas, é casado com uma brasileira. Obra do Ministério da Justiça, do sr. Tarso Genro, que adora acolher um terrorista com desculpas esfarrapadas. Vai ver a mulher do sr. Al Qaeda tambem trabalha no governo Lula, tal qual a esposa do terrorista colombiano Olivério Medina. Esqueçam, portanto, a moleira. Melhor esta gente toda colocar a mão lá - lá mesmo, onde vocês estão pensando. Porque agora vamos ver quem é o Obama.

Postado por Nariz Gelado às 14:11h | Pode meter o nariz: (6)

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Aliás...

Por falar no Protógenes, está rolando um bate-boca virtual entre ele e o colunista Roberto Azevedo, do Diário Catarinense.
Na sexta-feira, Azevedo informou que Protógenes assinara ficha com o PDT.
Ontem, o delegado desmentiu.
Hoje, Azevedo bate o pé: diz que Protógenes assinou uma ficha simbólica no PDT e que pretende oficializar a filiação, em breve, em um grande ato nacional.
Eu não tenho motivos para duvidar do Azevedo. Mas acho que ele está sendo vítima do espírito "empreendedor" do Protógenes que, ao que tudo indica, agora anda negociando o passe para ver quem dá mais - o PSOL ou o PDT.

Postado por Nariz Gelado às 20:15h | Pode meter o nariz: (1)

Protógenes, Paulo Henrique Amorim e Demarco. Que trio, hein?

Segundo matéria do site Consultor Jurídico, acabam de chegar ao Brasil mais de 470 mil páginas produzidas pela Procuradoria de Milão na investigação da Telecom Itália.
Dentre outras coisas, os papéis dariam conta da estreita relação entre Paulo Henrique Amorim, Protógenes de Queiroz e Luís Roberto Demarco - o criador das lojinhas virtuais do PT.
Clique aqui para le a matéria do Consultor Jurídico.


Atualização às 19h58min:incrível como tudo o que envolve Dantas e esta turma é sempre muito esquisito. Só agora vi como é endereço da matéria: http://www.conjur.com.br/2009-mai-25/luis-roberto-demarco-suspeito-ventriloquo-protogenes. O termo "ventríloquo"- bastante agressivo - não foi utilizado na matéria. Pode ter sido o título original que alguém decidiu mudar ( no meu sistema, por exemplo, mesmo que eu mude o título de um post, o endereço segue com o título antigo). Ou pode apenas ter sido uma cutucada extra - vai se saber.

Postado por Nariz Gelado às 19:28h | Pode meter o nariz: (0)

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Aqui jaz...

Não lembro de ter visto, em qualquer lugar do mundo, manifestação dos chamados "movimentos sociais" contra a investigação de uma empresa - fosse ela estatal, privada ou mista - que estivesse sob suspeita de corrupção. Não lembro. Se não me falha a memória, a pelegada que costuma animar estas agremiações gosta de ver gente investigada. E quando os investigados são seus, eles tendem a fingir que apoiam - ou, no mínimo, mantém um silêncio conveniente sobre o tema.

A decadência moral explícita dos que organizaram - e daqueles cerca de 3 mil que compareceram - a tal "Marcha Contra a CPI da Petrobrás" já seria suficiente para ilustrar que o país está na lona: o lulopetismo, como tantas vezes eu disse que aconteceria, conseguiu acabar de vez com a vergonha na cara.

Mas não foi só isso.

Também me escapa quando e onde uma associação nacional de imprensa - que, notem bem, congrega profissionais que têm na investigação uma de suas principais ferramentas - se colocou contra um processo dessa natureza.

O apoio da Associação Brasileira de Imprensa à tal marcha dos sem-vergonha funciona, na minha opinião, como a lápide a anunciar a morte de um dos poucos valores que ainda nos restavam - a saber, uma imprensa livre a crítica. E aqui pouco importa se a ABI representa, de fato, os anseios da classe. Vale para ela o que boa parte da imprensa aplica ao Congresso Nacional: mesmo quem vota nulo ou não comparece às urnas é responsável pelo nível dos que lá estão - ou não é isso o que lemos nos jornais quase todos os dias?

Portanto, senhores jornalistas, se a cúpula da ABI não os representa, tratem de derrubá-la. Como? Não sei. Problema de vocês. Mas tratem de fazê-lo porque ela está falando e agindo em vosso nome. E o que ela faz e diz, meus caros, fede feito um cadáver insepulto. Um cadáver chamado "imprensa livre".

Postado por Nariz Gelado às 9:37h | Pode meter o nariz: (7)