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	<title>Nariz Gelado</title>
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	<description>Just another Apostos.com weblog</description>
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		<title>Hora da verdade</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Jun 2010 17:51:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>narizgelado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Sem talento para posar de avestruz]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguns persistentes &#8211; obrigada pela fidelidade -perguntam por que eu parei de postar. </p>
<p>Antes de qualquer coisa, há a questão do tempo. Neste último ano, um ritmo mais intenso de trabalho não está me permitindo atualizar o blog como antes. Também é verdade que o Twitter caiu como uma luva para este novo momento. Aqueles 140 toques podem não permitir profundidade, mas são melhores do que o silêncio absoluto. Mais do que isso: permitem que se faça muitas coisas em pouco tempo &#8211; opinar, saber dos amigos e debater brevemente a pauta do dia.</p>
<p>Mas o que realmente está pegando é que eu não tenho coisas muito agradáveis para dizer. Na verdade, sei que o que eu tenho a dizer vai desagradar a grande maioria dos leitores. Medo de perder, leitores? Não. Se fosse isso, era só seguir escrevendo elogios oposicionistas feito uma matraca &#8211; e, acreditem, eu sei fazer isso como poucos. O que eu me pergunto é se vale à pena perder as raras horas de lazer para comprar briga com quem superestima o poder da internet na conquista de votos &#8211; e que, por isso mesmo, sugere que a gente dê uma de avestruz e não aponte publicamente os erros da oposição. </p>
<p>Eu não tenho vocação para avestruz. Criei este blog em março de 2003 para dizer o que penso. E é assim que ele vai continuar. Mais lento em épocas em que não estou com tempo ou com paciência. Mas jamais servil a qualquer linha de pensamento que não seja a minha &#8211; ou a reboque de certa militância oposicionista que, pelo que ando vendo por aí, virou torcida apaixonada. Incapaz de ver os erros do time, mesmo quando as derrotas estão se acumulando. Preferem chorar sobre o leite derramado no final do campeonato do que apontar agora os erros que poderiam mudar o destino do time. </p>
<p>E porque não nasci para avestruz &#8211; e, mais ainda, porque concordo com a máxima rodriguiana de que &#8220;toda unanimidade é burra&#8221; &#8211; dedico as linhas abaixo a todos os leitores: aos que reclamam do meu silêncio e aos que preferem que eu me cale. </p>
<p><strong>Vamos às verdades</strong></p>
<p><strong>1 &#8211; Sem Aécio Neves na chapa, perdemos Minas Gerais.</strong> E esqueçam as histórias da carochinha. Se o PSDB não conseguiu enquadrar o mineiro para aceitar a vice-presidência não conseguirá enquadrá-lo a trabalhar por um resultado diferente daquele obtido no segundo turno de 2006: 66% dos votos daquele estado foram, então, para Lula.</p>
<p><strong>2 &#8211; Sem Minas, é prioritário buscar um vice que traga votos novos</strong>. Quem é ele? Não sei. Mas Álvaro Dias não é. Quem vota em Álvaro dias já votaria em Serra de qualquer maneira. Estou dizendo isso porque quero um vice do DEM? Não. Vou repetir para que fique bem claro: quero Aécio de vice &#8211; chapa pura, pois não? Tenho algo contra Álvaro Dias? Também não. Acho que é um dos bons quadros do PSDB. Mas ele não serve para vice porque oferece uma sobreposição de votos quando é preciso conquistar votos novos. É fácil falar isso sem indicar outro nome? Não, não é fácil. É triste. Principalmente quando penso que a obrigação de indicar outro bom nome que não Aécio nunca foi minha &#8211; e que quem deveria fazê-lo, ao que parece, não se preocupou com o assunto ao longo dos últimos quatro anos. </p>
<p><strong>3 &#8211; Dilma é ruim de discurso?</strong> É péssima. Qual a influência concreta disso nas urnas? Quase insignificante, meus caros. O programa do PT na TV e as negativas de participar de debates e entrevistas já apontaram a linha a ser seguida pelo marketing da candidata: pouca exposição. O programa vai ser muito Lula &#8211; esqueçam o TSE, ok? -, muitas realizações de governo, muito jingle e pouca Dilma. E os debates? Claro, claro&#8230; Serra vai dar um banho nos debates. Mas informem-se sobre os índices de audiência dos debates &#8211; principalmente depois do terceiro bloco, quando a coisa realmente esquenta &#8211; , antes de contar com eles para virar qualquer tendência. Dilma gaguejando no Jornal Nacional funciona como piada interna da oposição. Mas desconfio que não lhe tire um voto. </p>
<p><strong>4 &#8211; Dilma ontem agradou aos socialistas, hoje às socialites?</strong> Uma vergonha do ponto de vista ideológico, né? Tema sensacional para inflamar o debate em blogs e fóruns oposicionistas. Mas, no que diz respeito às urnas, é ponto positivo para ela que aprendeu, com louvor, a lição do &#8220;mestre&#8221; Lula: eleição se ganha dizendo o que as pessoas querem ouvir. Uma ideologia por dia é receita de sucesso eleitoral no Brasil. Não adianta chorar. Tem é que aprender como ser cara-de-pau assim &#8211; e como fazer isso melhor do que eles.</p>
<p><strong> 5 &#8211; As obras do PAC são fictícias?</strong> São. Mas espero que não deixem de falar disso nos programas. E não adianta só falar. Tem que ir até lá, mostrar quão fictícias elas são, DESDE A PRIMEIRA SEMANA DE PROGRAMA. Porque Dilma vai mostrá-las quase concluídas, lindas, bem filmadas. Aquela célebre frase de José Serra é uma síntese maravilhosa do jeito tucano de fazer campanha: &#8220;<em>Quanto mais mentiras eles disserem sobre nós, mais verdades diremos sobre eles&#8221;</em>. É um alento aos corações cansados de tanta baixaria eleitoral, certo? Mas, sinto dizer,  sem qualquer efeito eleitoral se quem mente for mais competente em vender o peixe do que quem fala a verdade. A verdade não tem poder, por si só, de operar milagres. É por isso que o vulgo diz: &#8220;mais cedo ou <em>mais tarde,</em> a verdade aparece&#8221;. Na política, normalmente a verdade aparece <em>mais tarde</em> &#8211; tarde demais, arrisco dizer. </p>
<p><strong>6 &#8211; O PT mente bem.</strong> Usa verossimilhança para mentir. Aprendeu, depois de perder três eleições presidenciais, que só se ganha eleição no Brasil mentindo. Querem ganhar falando a verdade? Ok, isso é mesmo maravilhoso do ponto de vista da ética &#8211; embora eu tenha minhas dúvidas sobre a concreta possibilidade de tal coisa funcionar. Mas, se insistem, acho bom encontrarem uma fórmula milagrosa para tornar a verdade mais atraente que a mentira. Estou sendo cínica demais? Pode ser. Fiquei assim depois de ver Geraldo Alckmin vestir uma jaquetinha cheia de logotipos para combater a boataria mentirosa das privatizações. Desculpe se a cena não me sai da cabeça. Mas é o exemplo mais acabado de como a verdade mal explorada é,  por si só, impotente diante de uma mentira brilhante. </p>
<p><strong>7 &#8211; Mentira, verossimilhança e estética luxuosa.</strong> Eis uma coisa que os marqueteiros petistas aprenderam como poucos. Desde o &#8220;advento&#8221; Duda Mendonça, eles sabem que ninguém quer ver pobre desdentado na televisão. A estética &#8220;jornalismo verdade&#8221; não conquista votos. Mais uma vez, vamos voltar a 2006: o pobre, nos programas do Lula, era bonitinho, bem arrumado, penteado e banhado. As imagens, coloridas ao exagero. Nunca me esqueço de uma fabriqueta de fundo de quintal &#8211; acho que de roupas para bebês &#8211; que foi mostrada com tamanha cor e capricho de produção que mais parecia a &#8220;Fantástica Fábrica de Chocolates&#8221;. Verdade? Não. Verossimilhança. O segredo é oferecer uma imagem na qual o pobre <em>queira se projetar</em> &#8211; e não o mundo cão que ele vê todos os dias no Jornal Nacional. Por que estou trazendo o tema? Porque tive calafrios ao assistir o último programa do PSDB. Tecnicamente perfeito, discurso afiadíssimo, o maldito do programa repetia a estética de 2006. Se não estiverem escondendo o jogo e insistirem nisso durante a campanha, estamos perdidos. </p>
<p><strong>8 &#8211; Finalmente, as pesquisas. </strong>Há maracutaias? Há. Mas, queiram me desculpar, não há <em>tanta</em> maracutaia assim. Uma negociaçãozinha de margem de erro aqui e acolá até aceito. Dirigir um pouco a pesquisa mediante a escolha de determinadas cidades e bairros, ok. Agora, dizer que todos os institutos estão vendidos é um pouco demais para a minha cabeça. É inegável que Dilma cresceu. E as razões são óbvias: qualquer criatura minimamente esclarecida sabe que um governo com 70% de aprovação sugere uma eleição de continuidade. Brigar contra esta realidade é uma rematada burrice – principalmente quando ela se apresenta estável há mais de quatro anos.  Achar que Lula não transferiria votos para Dilma foi uma aposta inacreditável de tão amadora. Portanto, <em>se eu quisesse realmente ganhar esta eleição</em>, partiria do pressuposto de que Dilma cresceu e que ela e Serra estão tecnicamente empatados. E trataria de descobrir os motivos da evidente queda de José Serra. Ficar dizendo que ela não existe é loucura. E, <em>pelo-amor-da-santinha</em> esqueçam o tracking. Muita gente acha que, em 2006, se divulgava tracking fictício favorável a Alckmin só para animar a torcida. Não é verdade. O que aconteceu, então, é que o tracking nunca batia com as pesquisas dos institutos. Portanto, não se fiem nesta ferramenta. Não me interessa se é porque ela é &#8220;um retrato de momento&#8221; e &#8220;não pode ser comparada com as pesquisas tradicionais&#8221;, blá, blá, blá&#8221;. Esqueçam esta merda porque ela não é confiável. </p>
<p>Tendo dito tudo o que penso a respeito da campanha presidencial tucana, aviso que não pretendo mais voltar ao tema. Vou, no máximo, remeter links para este post sempre que considerar adequado &#8211; e é por isso que os parágrafos foram numerados. Não tenho tempo, nem paciência, para ficar apontado os mesmos erros de quatro em quatro anos. Vou seguir, claro, falando de política. Mas de estratégia de campanha? Esqueçam. O PSDB que tome suas decisões e faça suas escolhas. De minha parte, vou me limitar a votar em Serra, pedir votos para ele e torcer para que, em outubro, a gente possa comemorar uma vitória.</p>
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		<title>Bom dia, Bahia</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Jun 2010 15:18:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>narizgelado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Bom dia, Bahia]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é dia do lançamento oficial da candidatura de José Serra.<br />
Acompanhe tudo ao vivo, pela <em>Rede Mobiliza</em> clicando <a href="http://www.livestream.com/mobilizapsdb2">aqui.</a><br />
O Brasil pode mais. </p>
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		<title>Tirania jurídica na web: o cyber-suicídio do PT</title>
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		<pubDate>Sat, 01 May 2010 16:34:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>narizgelado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Tirania jurídica na web: o cyber-suicídio do PT]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Reflexo direto do desespero da cúpula petista com o péssimo desempenho de Dilma Rousseff &#8211; as aparições e entrevistas da candidata têm sido uma fonte inesgotável de piadas -, a prática da tirania jurídica na internet pode custar caro ao partido. </p>
<p>Ao ameaçar o blog <em><a href="http://www.gentequemente.org.br/">Gente que Mente</a></em> com uma ação criminal, o PT transporta para a web uma postura que, até agora, por ser praticada de forma mais dispersa, podia passar desapercebida por uma parte significativa dos eleitores: aquela parte que não se interessa por política. </p>
<p>Quando se fala de jovens internautas, então, a fatia dos que dão de ombros para a política compreende a grande maioria. Essa turminha que não lê jornais &#8211; ou fica só nos cadernos de variedades e cultura, passando batido pelas notícias &#8211; tende a gostar do PT porque ser de esquerda, anti-americano e fã do Michael Moore é o comportamento estário padrão. Eles não sabem quem é Yoni Sánchez e não param para pensar que o apoio de Lula ao governo cubano é, também, o apoio à censura &#8211; inclusive na web. Para eles, &#8220;ditadura&#8221; é coisa milico e direitista. Nascidos em um país onde a liberdade de expressão é formalmente garantida, educados por professores com tendências à esquerda, eles não conseguem identificar quando a censura vem travestida de um discurso revolucionário. O PNDH III, o Conselho de Jornalismo, a censura ao Estadão imposta por um lulista José Sarney &#8211; para ficar apenas em alguns exemplos &#8211;  são coisas distantes, chatas e sutis demais para acordar este pessoal. </p>
<p>Nesta semana, porém, o PT forneceu um novo elemento que pode mudar este quadro. A censura à livre expressão na web, o uso da Justiça como arma para para calar internautas opositores, pode funcionar como um chacoalhão. Para tanto, é só o PT levar adiante a ação contra o <em>Gente que Mente</em> e direcionar, como já ameaça,  sua tirania jurídica para outros blogs e até mesmo aos usuários do Twitter. Bem explorada pela oposição &#8211; que deverá fazer a ameaça chegar a todos os ambientes jovens da internet &#8211;  tamanha sanha totalitária na web é algo que a moçada vai entender e repudiar. </p>
<p>Caso persista nesta estratégia de perseguir juridicamente os internautas opositores, o PT terá engatilhado o revólver. Bastará, então, um simples incentivo nosso para que o partido cometa um cyber-suicídio sem precedentes: perder o apoio de um público jovem, com poder de comunicação viral, às vésperas daquela que promete ser a primeira eleição realmente embalada pelo poder da internet. Seria uma besteira tão grande que já estou quase torcendo para que eles façam mesmo isso. </p>
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		<title>Anote aí e fale com o seu vice, dona Marina: &#8220;hipoalergênica&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Apr 2010 12:14:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>narizgelado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Anote aí e fale com o seu vice, dona Marina: "hipoalergênica"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em entrevista ao programa CQC, a senadora e pré-candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, foi questionada por um telespectador: &#8220;<em>Por que a senhora não coloca um batom e solta o cabelo</em>?&#8221;. </p>
<p>Marina respondeu que é alérgica a maquiagem. Também brincou com a famosa música de Dorival Caymmi, &#8220;Marina&#8221;:  &#8220;<em>Ele me convenceu que sou bonita com o que Deus me deu.</em>&#8221;</p>
<p>Vou de rima pobre: aceito a poesia, não a alergia. </p>
<p>É que há uma boa variedade de maquiagem hipoalergênica no mercado. Bastaria dona Marina conversar com seu pré-candidato a vice: Guilherme Leal que, vejam só!, é co-presidente do Conselho de Administração da <em>Natura</em>. Ele certamente saberá indicar os produtos certos.</p>
<p>Que fique bem claro: Marina Silva, como qualquer mulher sobre a face da Terra, tem todo o direito de não usar maquiagem. Por opção pessoal, por estratégia de marketing ou, como expliquei no último parágrafo do post anterior, por opção pessoal que se revelou uma boa estratégia de marketing. </p>
<p>O que não vale é usar alergia como desculpa. Fica parecendo ignorância &#8211; mal do qual dona Marina certamente não sofre. </p>
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		<title>Sobre bons marqueteiros</title>
		<link>http://narizgelado.apostos.com/2010/04/25/bons-marqueteiros-nao-mentem/</link>
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		<pubDate>Sun, 25 Apr 2010 19:34:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>narizgelado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Há marqueteiros políticos que mentem? Com certeza. O fato é que dificilmente eles vencem eleições.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já notaram que, nos últimos anos, o marketing político virou uma espécie de fonte de todos os males para a política nacional? O marqueteiro político, então, virou um mágico ilusionista, sobre cujos ombros gente supostamente inteligente costuma jogar a culpa de ter votado mal. É tão forte a carga negativa do termo que a maioria dos marqueteiros políticos passou a detestar ser chamado assim. </p>
<p>É claro que boa parte deste ódio é culpa do Duda Mendonça. Depois que o consagrado marqueteiro de Lula apareceu numa CPI dizendo que fora pago pelo PT mediante uma conta do exterior o termo ficou, para usar a expressão de um marqueteiro amigo meu, &#8220;radioativo&#8221;. </p>
<p>Na verdade, o episódio da CPI foi a cereja do bolo. Bem antes disso, durante a campanha presidencial de 2002, quando Duda nos apresentou aquele <em>Lulinha-paz-e-amor</em>, marqueteiro político virou sinônimo de embusteiro. Primeiro para a oposição que logo acusou a inexistência daquela versão soft do torneiro mecânico. Depois para boa parte dos eleitores de Lula &#8211; aquela esquerda festiva que acha que <em>artista é aquele que vai onde o povo está</em> e outras baboseiras românticas &#8211;  e que se sentiu ludibriada quando estouraram os primeiros escândalos do governo Lula. </p>
<p>Uma origem mais remota poder ser apontada também na eleição de 1989: Fernando Collor foi o primeiro presidente brasileiro eleito na era do marketing. A coisa terminou mal e, já naquela época, se apontava para a perversidade desta figura, o marqueteiro político, que nas palavras dos críticos mais suaves &#8220;vive de iludir o eleitor&#8221;. E, aqui, vale um parêntese para observar que a acusação não era totalmente original: os publicitários &#8211; classe de onde, usualmente, nascem os marqueteiros políticos &#8211;  sempre foram vistos como aqueles caras que &#8220;vivem de iludir o consumidor&#8221;. </p>
<p>É um senso comum que só se sustenta porque ainda é forte a crença &#8211; nascida no alvorecer do marxismo &#8211; de que ambos, eleitor e consumidor, podem ser iludidos, manipulados, moldados ao bel prazer de quem sabe apertar os botões certos. Como quase tudo o que habita o universo do senso comum, esta também é uma meia-verdade.</p>
<p>Comunicação, a ponta mais visível do marketing, é, sim, uma arte muito poderosa. Mas para dar razão a esta crença,  a gente teria que jogar no lixo todas aquelas constrangedoras reuniões em que publicitários (os honestos, pelo menos) se viram obrigados a avisar aos seus clientes: &#8220;meu filho, o seu produto é uma bosta. Ou você muda o produto ou não há propaganda que o salve&#8221;. E isto é coisa que acontece com muita freqüência. </p>
<p>Também seria preciso jogar fora todos os bons estudos acadêmicos sobre emissão e recepção de mensagens surgidos nas últimas cinco décadas. Não vou chatear vocês com um desfile teórico. Mas saibam que há muito já não se tem os receptores como amebas passivas. Comunicação não é hipnose. Se você ainda acha que é, deveria se perguntar por que não basta aos regimes totalitários ter o controle dos meios de comunicação de massa &#8211; por que todos eles precisam recorrer à violência para sobreviver? </p>
<p>Se é verdade que comunicação e marketing podem muito, também é verdade que não podem tudo. Não podem, em primeiro lugar, prescindir de verossimilhança. É por isso que Duda Mendonça jamais tentou fazer de Lula um intelectual. Isto não colaria. Duda apresentou Lula como um homem do povo, que pensava nos pobres &#8211; qualidades que o senso comum já lhe atribuía. Em 89, Chico Santa Rita não tentou fazer de Collor um operário. Isto não colaria. Chico apresentou Collor com um jovem abastado, dinâmico, disposto a expulsar os marajás do poder, moralizar e modernizar a nação &#8211; coisas que já lhe atribuíam. </p>
<p>Nenhum marketing, nenhuma estratégia de comunicação, funciona sem verossimilhança. Sem um ponto de verdade que possa &#8211; aí, sim! &#8211; ser reforçado, exaltado e embalado para presente, qualquer  campanha fracassa. Em comunicação, mentira deslavada é receita de fracasso.</p>
<p>É por isso que a pesquisa mais importante antes de começar uma campanha é a qualitativa. Ali, o marqueteiro descobre quais são as qualidades positivas &#8211; que são as que vão conferir verossimilança ao candidato e ao discurso. E como ele descobre isso? Perguntando ao eleitor. Ou seja: no marketing de sucesso, e no marketing político em especial, a mensagem é construída em conjunto com o receptor &#8211; e não criada fantasiosamente pelo marqueteiro para ser enfiada pela goela de um indefeso eleitor.</p>
<p>E mais: bons marqueteiros políticos sabem que candidatos não são produtos. Não dá para propor mudanças radicais. Aperfeiçoar aqui e ali, tudo bem. Mas, no geral, o que se faz é colocar uma lente de aumento sobre aquilo que a opinião pública já percebe como qualidade positiva no candidato. Para as qualidades negativas, pode-se optar em não debater com elas &#8211; deixá-las quietas &#8211; ou, no caso de se mostrarem preocupantes, combatê-las.</p>
<p>Em 1989, havia boatos sobre Fernando Collor cultivar hábitos poucos saudáveis. Chico Santa Rita colocou seu candidato para correr, praticar esportes radicais, etc e tal. Em 2002, Duda Mendonça tratou de mostrar Lula cercado de intelectuais para amenizar a imagem de incapacidade que tentavam colar nele. Ou seja: um político até aceita pequenos retoques para amenizar pontos de fraqueza evidenciados pelas pesquisas qualitativas&#8230; </p>
<p>Mentiras? Não. Collor gostava mesmo de atividades físicas &#8211; foi só ligar a câmera. E, diferentemente do que sugeriu Fernando Gabeira &#8211; que qualificou a coisa como embuste ao desembarcar do governo &#8211;  Lula era mesmo apoiado por parte da intelectualidade nacional. Natural pensar que governaria com eles &#8211; mais uma vez, foi só ligar a câmera. A própria imagem do <em>Lulinha-paz-e-amor</em> era uma verdade se considerarmos que em 2002 ele parou de brigar com todos, esqueceu os 300 picaretas e fez, <u>durante a campanha</u>, alianças antes inimagináveis. </p>
<p>Há marqueteiros políticos que mentem? Com certeza. O fato é que dificilmente eles vencem eleições. Também há, como em todas as áreas profissionais, os que topam qualquer negócio &#8211; grana fria, jogadas baixas, dossiês, falcatruas &#8211; por dinheiro. </p>
<p>Mas vamos deixar uma coisa bem clara: se você, ao longo da campanha de 2002, não parou para pensar no que significava a aliança de Lula com PL de Valdemar da Costa Neto, a culpa não é do Duda Mendonça, ok? Você pode fazer muitas críticas ao Duda Mendonça &#8211; menos seguir acreditando que ele lhe vendeu uma mentira.</p>
<p>Da mesma forma eu espero que o eleitor da Marina Silva não culpe os marqueteiros da candidata no futuro. Profissionais, os caras apenas fizeram uma qualitativa e descobriram que “não ter marqueteiros” e parecer “natural como a floresta“ &#8211;  abrindo mão, inclusive, de artifícios como a  maquiagem &#8211; são pontos de força da candidata; coisas que explicam porque parte do eleitorado vota nela. Coisas que já foram devidamente exaltadas e embaladas para conquistar mais votos. </p>
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		<title>Quando as hienas rosnam, os burros baixam as orelhas</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Apr 2010 13:12:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>narizgelado</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando as hienas rosnam, os burros baixam as orelhas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Marcelo Branco,o coordenador da campanha de Dilma Roussef na web, acusar a Rede Globo de fazer propaganda subliminar para José Serra na sua campanha de aniversário, não pode surpreender ninguém. O petismo sempre trabalhou contra a liberdade de expressão. Da tentativa fracassada de implantar o Conselho de Jornalismo, passando pelo dia em que Lula quis expulsar o jornalista Larry Rohter do país e chegando à recente <a href="http://www.youtube.com/watch?v=bJVaLBrUMz8">denúncia do humorista Marcelo Madureira</a>, os exemplos são muitos.</p>
<p>O que realmente surpreende é a rapidez com que a Rede Globo tirou sua campanha do ar sem que houvesse qualquer denúncia formal e consistente. A Globo capitulou para nada. Nada além do cacarejo conspiratório de Marcelo Branco no <em>Twitter</em>, repercutido em blogs da rede petista &#8211; o mais célebre deles pertence a um ex-funcionário da própria Globo que usualmente  inclui qualquer veículo de comunicação que apresente algo acima de um traço de audiência no P.I.G.,  Partido da Imprensa Golpista. Ou seja: meia-dúzia hienas rosnaram e um burro qualquer &#8211; ou uma tropa deles, não sei -  decidiu que uma das maiores empresas de comunicação do mundo deveria arriar as calças.</p>
<p>Revoltante, esta demonstração de servilismo pode custar caro à emissora. Primeiro, porque a decisão alimenta a moral da tropa de choque de Dilma Roussef &#8211; e  daqui para frente eles, que já não tinham  limites,  vão querer mais. Depois  porque ao tirar a campanha do ar a Rede Globo transformou a mentira de Marcelo Branco numa meia-verdade. E isto é tudo o que petismo precisa para seguir acusando a Rede Globo até o fim dos tempos.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="345" height="264" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/qTf0SYnNMNk&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0xcc2550&amp;color2=0xe87a9f&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="345" height="264" src="http://www.youtube.com/v/qTf0SYnNMNk&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0xcc2550&amp;color2=0xe87a9f&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Vai rachar?</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Apr 2010 12:45:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>narizgelado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Vai rachar?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em fevereiro, publiquei um post que deixou boa parte dos leitores impacientes.</p>
<p>Sob o título &#8220;<a href="http://narizgelado.apostos.com/2010/02/10/lula-e-a-piramide/">Lula e a pirâmide</a>&#8221; tentei explicar o que eu considero parte significativa do sucesso de Lula &#8211; as alianças que este selou com o topo e a base da pirâmide social &#8211; e alertei:</p>
<p>&#8220;<em>É preciso, pois,  prometer mais do que a continuidade do Bolsa Família. É  preciso oferecer algo que estimule, de <em>forma muito concreta</em>, a  mudança do voto. E este algo – esta rachadura na aliança que Lula  forjou, há sete anos, com a base da pirâmide – existe. Está ali, muito  visível, para qualquer um que consiga manter a cabeça fria – que consiga  ficar imune, pelo-a-mor-de-deus,  às provocações ensaiadas de Lula para  pensar no que realmente interessa. E mais: esta rachadura cai como uma  luva, conferindo a necessária verossimilhança eleitoral, para o  candidato preferido da oposição</em>.&#8221;</p>
<p>Aos que pediram que eu revelasse qual era a tal &#8220;fissura&#8221;, respondi que só falaria no final da primeira semana de campanha. Porém, diante do discurso de José Serra no sábado &#8211; e de algumas notinhas que saíram na imprensa ao longo da semana dando conta de que os marketeiros petistas já identificaram o ponto fraco  &#8211; acho que é bobagem manter o &#8220;segredo&#8221;. Que nunca foi propriamente um segredo. Como eu disse em fevereiro: &#8220;está alí, muito visível, para qualquer um que consiga manter a cabeça fria&#8221;.</p>
<p>Então, para quem ainda não se deu conta: a área em que Lula tem pouco ou nada para apresentar, que é um bem de insatisfação infinita &#8211; e que, não  por acaso, desponta como preocupação primeira de todos os brasileiros nas pesquisas de opinião -, é a saúde. Seja pela própria estrutura da saúde hoje &#8211; com o pacto de gestão, que tende &#8220;municipalizar&#8221; todas as realizações que recebem verbas federais -, seja pela evidente carência que impera, há décadas, neste setor, ou pelo próprio apelo emocional: garantida a manutenção do Bolsa Família, saúde pública de qualidade é a nova aliança a ser firmada com a base da pirâmide. E eu acho que nem preciso explicar porque o tema cai como uma luva para José Serra. Basta dizer que seu trabalho como ministro da saúde e o tratamento que a área recebeu dos governos tucanos em SP conferem a necessária credibillidade.</p>
<p>Aí vocês vão me dizer: &#8220;coisa mais óbvia, NG&#8221;.</p>
<p>É, pode ser óbvia para mim e para vocês. Mas só vou me convencer de que é realmente óbvia quando cada deputado e senador da oposição ocupar seu tempo de tribuna para revelar o desleixo do governo Lula com o tema. Quando cada blog oposicionista estiver registrando e denunciando as mazelas nos hospitais federais. E quando, mais tarde, no momento em que a campanha entrar na fase de exibir propostas, um conjunto de ações concretas for apresentado ao eleitor.</p>
<p>Que fique bem claro: o tema sempre foi explorado em campanhas &#8211; fossem elas municiais, federais ou estaduais. A questão, agora, é  transformá-lo no grande tema &#8211; eixo central do discurso, assim como a &#8220;fome&#8221; esteve para Lula em 2002.</p>
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		<title>O Dia S, ao vivo</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Apr 2010 14:47:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>narizgelado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[O Dia S, ao vivo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assista aqui, ao vivo, o lançamento da candidatura de José Serra à presidência.</p>
<p><object id="lsplayer" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="460" height="240" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://cdn.livestream.com/grid/LSPlayer.swf?channel=mobilizapsdb1&amp;autoPlay=false" /><param name="name" value="lsplayer" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed id="lsplayer" type="application/x-shockwave-flash" width="460" height="240" src="http://cdn.livestream.com/grid/LSPlayer.swf?channel=mobilizapsdb1&amp;autoPlay=false" name="lsplayer" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<div style="font-size: 11px; padding-top: 10px; text-align: center; width: 460px;">Watch <a title="live streaming video" href="http://www.livestream.com/?utm_source=lsplayer&amp;utm_medium=embed&amp;utm_campaign=footerlinks">live streaming video</a> from <a title="Watch mobilizapsdb1 at livestream.com" href="http://www.livestream.com/mobilizapsdb1?utm_source=lsplayer&amp;utm_medium=embed&amp;utm_campaign=footerlinks">mobilizapsdb1</a> at livestream.com</div>
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		<title>Bate pra valer, Dilma!</title>
		<link>http://narizgelado.apostos.com/2010/04/07/bate-pra-valer-dilma/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Apr 2010 13:05:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>narizgelado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Bate pra valer, Dilma!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dilma começou a atacar José Serra. Está &#8211; como esteve  Lula, há um par de meses, quando deixou claro que almejava uma eleição &#8220;plebiscitária&#8221; &#8211; chamando o tucano para dançar.</p>
<p>Em política &#8211; e isto é tão velho quanto a Terra &#8211;  a agressividade é privilégio do segundo colocado nas pesquisas. Aparentemente sem nada a perder, o segundo colocado bate na esperança de que o primeiro lhe reconheça a importância e passe a entabular um debate.</p>
<p>Certíssima, pois, a estratégia de Dillma. Se eu estivesse do lado de lá, recomendaria exatamente isso. Sem jamais perder de vista, contudo, que a artimanha depende do erro alheio para ser exitosa.</p>
<p>Erro que, pelo jeito, não virá. Experiente e bem orientado, Serra declinou do convite. Espero que continue agindo assim por muito tempo &#8211; mais precisamente, até que a campanha entre no ar e as respostas que Dilma merece possam vir por outras vozes que não a do próprio José Serra. </p>
<p>Por ora, a melhor resposta é deixar Dilma espumando, sozinha, em praça pública. No momento certo, será possível apontar para ela e dizer &#8220;veja que criatura descompensada está a pedir o seu voto&#8221;. </p>
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		<title>Band realiza comício de Lula</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Apr 2010 12:33:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>narizgelado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Perdeu o comício do Lula?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caso não tenham visto a suposta entrevista de Lula no <em>Canal Livre</em> de ontem, <a href="http://www.band.com.br/canallivre/videos.asp">cliquem aqui</a>.<br />
Depois tentem me convencer de que isto não é um comício com intervalos comerciais &#8211; boa parte de deles destinados a veicular propaganda do Governo Federal.<br />
Lula nadou tranqüilo, falando o que bem entendia, respondendo somente às perguntas que queria. Sua autoridade na direção do programa foi tamanha que, no último bloco, aos ser questionado por algo que eu já nem lembro mais o que era, deixou escapar: &#8220;<em>Eu ía encerrar o programa mas</em>&#8230;&#8221;<br />
Ato falho, que evidenciou quem estava no comando da coisa.</p>
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