Eu tinha pensado em fazer um post sobre resoluções para o novo ano. E tinha pensado em fazê-lo hoje mesmo. “Quem sabe”, imaginei, “listando as coisas no dia 4 - e não no dia 1º, como manda a tradição - elas não têm mais chance de sair do papel?”
Mas aí eu me dei conta de que não há muitas resoluções. Pelo menos, não tantas para gerar uma lista.
Ok, há uma determinação de continuar com o programa de condicionamento físico. Mas eu tenho sido disciplinada nos últimos meses e, para falar a verdade, minha determinação nesta área está tão bem que fazer qualquer referência a isso numa lista de resoluções pode até acabar melando tudo.
Também há um desejo – conseqüência direta dos primeiros resultados com o programa de condicionamento – de praticar alguma arte marcial. Eu sempre pensei nisso. Houve um tempo que sonhei com esgrima. Mas acho que, aos 44, os joelhos não agüentariam. Andei lendo sobre Krav Maga outro dia. Ainda não me informei, porém, sobre possíveis limitações etárias. Quem sabe?
E, então, me vem outra idéia. Não chega a ser um desejo (acho que não) porque só lembro disso quando assisto alguma coisa relacionada: dança de salão. Fiz ballet e jazz quando garota e acho que não teria maiores problemas com a dança de salão. A questão é que todas estas coisas – dança, Krav Maga, esgrima - ficam longe da minha casa. E, talvez, a minha primeira resolução para 2010 deveria ser o abandono da implicância com tomar banho em academia. Detesto. Não é nojo. É preguiça de carregar todo o arsenal necessário associada à impossibilidade psicológica de abrir mão do arsenal.
Então, exceto por estes três desejos (ok, ok, dois desejos e uma vaga idéia ) há apenas a vontade de continuar com saúde e alegria para trabalhar, amar e curtir a vida. Listinha minimalista, eu sei. Mas é assim que eu ando ultimamente.
“E na política?”, quase posso ouvir o leitor mais assíduo perguntar.
Nesta área, nenhum desejo ou resolução, queridos. Não gosto de nada do que vejo por aí – o que me impede de desejar qualquer coisa. Há apenas uma determinação: de que nada do que eles – sejam gregos ou troianos – venham a aprontar me tire daquele eixo minimalista - “alegria para trabalhar, amar e curtir a vida”.
Sim, eu me afastei um pouco da blogosfera política no último ano. Foi por força do trabalho; nada planejado. Mas estou desconfiada que o afastamento não me fez mal. Continuar criticando, ok. Dar boas risadas, ok. Bater em petista para desopilar o fígado, ok. Mas perder o humor, o treino ou a minha série favorita por conta de todas essas coisas… Sorry, não vai rolar.
Um 2010 maravilhoso para vocês também.