Arquivo de setembro de 2007

domingo, 30 de setembro de 2007

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Protesto virtual: campanha “Xô, CPMF!” no Second Life

Enquanto o Senado se prepara para receber a proposta de prorrogação da CPMF – e a democrata Kátia Abreu, que vai relatar a proposta na Comissão de Constituição e Justiça, promete recomendar o fim do imposto -, o contribuinte protesta como pode.

Gritos de “Xô, CPMF!” foram ouvidos, ontem, durante protestos realizados nas capitais brasileiras. Já no Second Life, alguém colocou um balão da campanha na Ilha São Paulo Jardins.

sábado, 29 de setembro de 2007

Guerreira das boas retorna… E dá entrevista.

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Em julho de 2005 ela criou um blog chamado Por um Novo Brasil, Sem PT.

Depois de um ano e meio de muito ativismo político, e mais de 600 mil visitantes únicos, ela resolveu sair de férias em janeiro último, deixando a bloguesfera política desfalcada.

Eu estou falando de Kika Albuquerque, que acaba de voltar ao cyber-universo com um blog novinho em folha.

Para saber detalhes deste novo blog – e medir a disposição da nossa guerreira em continuar batendo na petralha – telefonei para a Kika.

O resultado do nosso bate-papo você ouve clicando aqui. (tenha um pouquinho de paciência porque, dependendo da conexão, o arquivo demora para baixar).

Para conhecer o novo blog da Kika, clique aqui.

sábado, 29 de setembro de 2007

De arrebentar a banca (II)

Quem passou a madrugada na fila perdeu o sono por nada.

A matéria da Veja sobre as ligações de Ideli Salvatti com ONGs sob investigação não apresenta um quinto do apuro com o qual a revista tratou, por exemplo, o caso Renan Calheiros.

Pelo menos por aqui, as ligações da senadora com Fetraf e a Unitrabalho – esta última, presidida no passado pelo aloprado Jorge Lorenzetti – não são novidade.

Uma simples entrevista com o Procurador da República Celso Antônio Três teira sido mais reveladora.

sábado, 29 de setembro de 2007

De arrebentar a banca

A madrugada é de fila nas bancas de revista de Florianópolis.

Tudo por conta da Veja, que chega amanhã com uma matéria especial sobre a senadora Ideli Salvatti.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Dos silenciosos e dos trouxas

Os petistas não estão fazendo uso das últimas revelações do senador Eduardo Azeredo que, em entrevista à Folha de S. Paulo da última quarta-feira, afirmou que houve caixa dois na campanha de Fernando Henrique Cardoso, em 1998.

Não fosse a prorrogação da CPMF, os petistas já estariam berrando pelas ruas. Berrariam por um impeachment retroativo de FHC, ou qualquer coisa assim. Mas berrariam.

Seria bom que o PSDB não pensasse que está a salvo. Assim que prorrogação da CPMF for aprovada, os petistas voltarão ao ataque – e as declarações de Azeredo serão multiplicadas por mil.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Da imparcialidade da imprensa

Do leitor que se assina André BH:

“NG, bom dia.

O Problema do jornalismo de hoje é a superficialidade. Ele dança conforme a música.

Quando o Mainard escreveu sobre os supostos petistas na imprensa eu achei que jornalistas com estreitas ligações com a direita também seriam expostos,mas isso não ocorreu.

Podemos chamar Eliane Catanhêde,Merval Pereira e Dora Kramer de imparciais?

Gosto muito do Jânio de Freitas,Alon Feuwerker, Élio Gaspari,Moreno,Fernando Rodrigues e outros que eu sei que você não gosta.

Tenho enorme admiração por jornalistas que são imparciais por natureza,e a minha esperança é que todos tenham blogs de qualidade.

Bom dia, André.

Na minha opinião, a dita imparcialidade jornalística é um mito. Acredito em ética profissional – no caso em questão, do jornalismo, ela se resume em não violentar a notícia. Mas daí a pensar que é possível abstrair por completo o sujeito, a ponto de que suas tendências ideológicas não interfiram no discurso, vai uma longa distância.

Jornalismo, e colunismo em especial, se faz com opinião. Por isso, penso ser muito saudável quando todos assumem claramente o que são e o leitor pode, com conhecimento de causa, escolher o que lê.

Procure na ferramenta de buscas do blog: jamais elogiei um “jornalismo imparcial”, pelo simples fato de que eu não acredito na sua existência. Acredito, isto sim, que a luta constante entre o sujeito e aquele firme propósito ético de jamais violentar a notícia pode produzir jornalismo de qualidade – imparcial, jamais. Logo, Tereza e colegas têm não só o direito mas também o dever de se posicionarem claramente, a fim de que quem os lê saiba exatamente como os deve ler.

Isto basta para concluir que, na minha opinião nem Cruvinel, nem Catanhêde, nem Pereira, nem Kramer são imparciais – mas que eu não encaro isto como um problema. O que não aceito é o discurso militante recorrente de que o jornalismo alinhado ao petismo é melhor porque mais imparcial. Tal afirmação é a simples apropriação de um mito para fins políticos.

Numa coisa, contudo, concordamos: há um jornalismo nocivo por aí, que dança conforme a música e tenta se esconder num escudo de pretensa imparcialidade. Eu o chamo de jornalismo situacionista. O exemplo mais claro que me ocorre agora é o do Jornal Nacional. Note bem: não estou falando de todos os veículos das Organizações Globo e nem mesmo de todos os programas jornalísticos da TV Globo. Falo especificamente deste, que é sempre situação até o momento em que percebe o caldo entornando de vez.

O mais interessante, porém, é que este tipo de jornalismo só vai desaparecer – posto que não terá mais como se sustentar – à medida em que for morrendo também este mito da imparcialidade.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Já notaram? (II)

Agora é a isentíssima Helena Chagas que acaba de arrumar emprego no governo Lula: foi chamada para dirigir o jornalismo da TV Pública.

O convite, é claro, partiu da também isentíssima Tereza Cruvinel, que vai presidir a emissora (leia nota abaixo).

Ex-chefe da sucursal de O Globo e ex-diretora de jornalismo do SBT em Brasília, Helena virou notícia no ano passado.

Suspeito, então, de ter mandado quebrar o sigilo do caseiro Francenildo, o ex-ministro Antônio Palocci declarou à Polícia Federal que soubera por Helena Chagas que Francenildo andara recebendo quantias significativas de dinheiro. Relembre o caso clicando aqui.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Já notaram?

Aquilo que o petismo chama de “jornalismo imparcial” sempre acaba arrumando um emprego no governo Lula.

Primeiro foi Franklin Martins.

Agora é Tereza Cruvinel.

A imparcialíssima jornalista deixa as Organizações Globo para presidir a TV Pública do Lula.

Leia mais aqui.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Os alhos e os bugalhos

Já que Eduardo Azeredo resolveu assumir que houve caixa dois na campanha que não o elegeu governador em 1998 – e que a grana fria teria beneficiado, ao bancar comitês mineiros, também a campanha presidencial de Fernando Henrique Cardoso -, vamos colocar as coisas em ordem:

Assim como não admito que Lula não soubesse que parte de sua campanha em 2002 foi bancada com caixa dois – coisa assumida por Duda Mendonça, que confessou ter recebido grana fria do PT -, também não vou admitir um “eu não sabia” da parte de Fernando Henrique Cardoso. E talvez aí, neste pequeno grande detalhe que chega aos jornais agora, esteja a resposta para leniência do PSDB em relação a Azeredo. Se não foi, pouco importa: é o que está parecendo. E vocês estão carecas de saber o que dizem a respeito da mulher de Cesar…

Só que, como gosta de dizer o senador Mão Santa, atentai bem!

Que os tucanos se virem, pois, para explicar a existência de caixa dois na campanha de 1998 – que sejam devidamente enquadrados e responsabilizados. Mas que ninguém confunda tal coisa com o “mensalão”, que resultou na acusação de vários petistas por formação de quadrilha. A denúncia do Procurador Geral da República é clara: aquilo que se conhece por “mensalão” implica não só no caixa dois para pagamento de campanha mas também, e sobretudo, na compra de apoio parlamentar, d-e-p-o-i-s- da eleição, mediante pagamentos regulares em dinheiro frio – boa parte dele originário dos cofres públicos. A essência do mensalão é o Executivo corrompendo o Legislativo a fim de perpetuar-se no poder. Repito: não sou eu quem afirma. É o Procurador Geral da República, cuja denúncia foi magistralmente detalhada pelo ministro Joaquim Barbosa e, em seguida, aceita pela mais alta Corte do país.

Portanto, vamos nos organizar: Azeredo, Fernando Henrique, Aécio Neves e quem mais surgir nesta conexão mineira, precisam ser responsabilizados, sim, pelo uso de grana fria no fincanciamento de suas campanhas. Não é pouca coisa – principalmente para Fernando Henrique, que vive a escrever sobre ética nos jornais. Mas de “mensalão”, até agora, a única coisa que os tucanos têm em comum com os petistas é o agente financeiro: o ex-careca Marcos Valério.

Prove-se que o governo Fernando Henrique fez pagamentos regulares a parlamentares em troca de apoio político e serei a primeira a rever minha posição. Até lá, tucanos são alho podre. Petistas são bugalho.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Quem manda em quem?

O Estadão informa que Lula telefonou ontem à tarde, de New York, para Walfrido dos Mares Guia. Queria tranqüilizar o ministro a respeito de seu envolvimento na provável denuncia do mensalão mineiro. “Toca para a frente e faça seu trabalho”, teria dito.

Mas não foi só isso. Lula também ordenou uma operação de salvamento. Ainda segundo o Estadão, a estratégia deverá incluir declarações públicas de petistas em defesa de Mares Guias.

Não deu outra: na tarde de ontem mesmo, o réu por formação de quadrilha, José Dirceu, atendeu às ordens do chefe. Em artigo intitulado “O Vale-tudo da mídia“, Dirceu observou: “Aos poucos, parte da nossa mídia vai transformando uma denúncia que envolve o PSDB, o partido de FHC, Tasso Jereissati, Artur Virgílio, José Serra, numa denúncia contra o Ministro da Articulação Política do Governo Lula, Valfrido dos Mares Guia.”

E vocês ainda têm dúvidas sobre quem manda em quem?