Arquivo de março de 2007

sexta-feira, 30 de março de 2007

Esquisito

Pessoal, o dia hoje está corrido… De modo que eu estou passando aqui só para contar uma coisa a vocês.

Há pouco eu cheguei no restaurante universitário e a TV estava ligada. Na barra inferior, a Globo News avisava: “Ministro anuncia medidas para conter o apagão aéreo”.

Acontece que a imagem mostrava um senhor titubeando a respeito de estado democrático de direito e da importância do povo brasileiro para o governo Lula. Pra não dizer que não falaram de “apagão aéreo”, uma repórter perguntou sobre a greve dos controladores. Muito simpático, aquele senhor disse que esparava que tal coisa não acontecesse. “Eu também”, pensei cá com os meu botões, “mas parece que a greve já começou”.

Então veio o pior: quando eu achei que a Globo News ía corrigir a tarja, a imagem retornou ao estúdio e os dois âncoras disseram que tínhamos acabado de ouvir o ministro Waldir Pires. Tudo bem que aquele senhor até se parecia com o ministro. Mas deve haver algum engano, porque ele não disse qualquer coisa sobre o apagão aéreo.

Quando é que esta Globo News vai se emendar?

quinta-feira, 29 de março de 2007

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Véu na cabeça, Faye Turney, oficial da Marinha Britânica, experimenta

o que o Irã entende por “respeito à diversidade cultural”. Imagem: cnn.com

Faz tempo, muito tempo, que se avisa: “respeito à diversidade” é uma construção cultural do Ocidente sem qualquer reconhecimento junto ao fundamentalismo islâmico – que, não adianta negar, é a ideologia dominante no Oriente Médio.

Em se tratando do Irã, vale lembrar o alerta da historiadora iraniana Ladan Boroumand, publicado na edição de junho de 2005 da extinta Primeira Leitura e que recebeu, à época, destaque neste blog:

“Seria interessante listar as exigências dos islamistas para ver o que teria de ser negociado com eles. Vou me concentrar nas demandas dos islamistas iranianos ao Ocidente:

1)queremos que nos deixem violar direitos humanos no Irã e não nos importunem com isso;

2)queremos que nos deixem utilizar nossos recursos para impor nossa ideologia sobre os povos da região contra a vontade deles;

3)queremos que nos deixem destruir Israel;

4)queremos que nos deixem decidir o que vocês podem ou não podem publicar nas suas próprias democracias;”

quarta-feira, 28 de março de 2007

Esquentou

Começou há pouco, em Brasília, a convenção nacional extraordinária na qual o PFL mudará seu nome para “Democratas”(DEM).

E os Democratas podem abrir sua convenção de hoje congratulando-se: coincidência temporal ou não, ontem à noite o partido teve a honra de tomar para si uma das maiores e mais necessárias decisões judiciais da política nacional. Pois foi em resposta a uma consulta dos agora Democratas, enviada em 1º de março, que o TSE definiu que os votos em eleições proporcionais pertencem aos partidos e coligações, e não aos candidatos eleitos. É o princípio do fim do troca-troca partidiário, que tanta promiscuidade tem trazido ao quadro político nacional.

Notem bem: enquanto os demais partidos se metiam em intermináveis discussões sobre a já mitológica reforma política, os futuros Democratas simplesmente agiram mediante um recurso jurídico, solicitando ao TSE a interpretação da lei já existente. Em menos de 30 dias, sem delongas ou discursos, provocaram uma senhora e salutar mudança.

Se é com esta agilidade e destreza que o Democratas se apresentam para o trabalho, devo dizer que aquela máxima que especulei ontem começa a ser respondida: nem frio, nem morno… Os Democratas estão é quentes. Vida longa a eles.

quarta-feira, 28 de março de 2007

Cem chibatadas para a imprensa. Outras cem para o povo.

Como era de se esperar, a Secretaria Especial de Política da Promoção da Igualdade Racial publicou, no início da noite de ontem, uma nota negando que, em sua entrevista a BBC, a ministra Matilde Ribeiro tenha incitado o racismo

A nota joga – surpresa! – a culpa nas costas da imprensa: a BBC teria tirado a frase “não é racismo quando um negro se insurge contra um branco” do seu contexto original, ao colocá-la na chamada.

Mas também o leitor tem culpa: primeiro porque, segundo dá a entender a nota, contentou-se em ler somente a chamada. Segundo, porque os que foram adiante e leram aquele “Mas é natural que aconteça, porque quem foi açoitado a vida inteira não tem obrigação de gostar de quem o açoitou.”, deveriam ter lido ” a histórica situação de exclusão social de determinados grupos étnicos no Brasil, prevalecente após 120 anos da abolição, que pode, por vezes, provocar esse tipo de atitude – também condenável.”

Ou seja, seguindo a cartilha dos membros do governo Lula, a Ministra não errou. É a imprensa que não é séria e o povo que não sabe ler. Cem chibatadas para cada um e estamos conversados.

terça-feira, 27 de março de 2007

Highlanders: a História do Brasil pelo petismo

Não é racismo quando um negro se insurge contra um branco. Racismo é quando uma maioria econômica, política ou numérica coíbe ou veta direitos de outros. A reação de um negro de não querer conviver com um branco, ou não gostar de um branco, eu acho uma reação natural, embora eu não esteja incitando isso. Não acho que seja uma coisa boa. Mas é natural que aconteça, porque quem foi açoitado a vida inteira não tem obrigação de gostar de quem o açoitou.”

Da ministra Matilde Ribeiro, titular da Secretaria Especial de Política da Promoção da Igualdade Racial, em entrevista à BBC Brasil, na manhã de hoje.

Sou do tempo em que racismo era preconceito em relação a determinada raça ou etnia – não importando que raça ou etnia fosse. Também sou contemporânea de uma História que se nega a totalizar e que, embora auxilie a compreensão do presente a partir da análise de processos passados, se nega a confundí-los. Espanta-me, pois, ver uma ministra tratar aos negros e aos brancos de hoje como se eles fossem os mesmos de dois ou três séculos atrás: os mesmos que açoitaram e foram açoitados.

Como nem pelo princípio da reencarnação kardecista – que pressupõe evolução – tal besteira poderia ser aceita, concluo que a ministra é adepta daquela anacrônica via “cabralina”, popularizada por Lula, que pretende reescrever nosso passado.

Em breve, nossos livros de História terão apenas três páginas: na página um, os povos tupiniquins vivem em paradisíaco estado natural; na página dois, o burguesão e branco Cabral aporta; na página três, Lula é eleito. Haverá, claro, um pequeno box informativo para satisfazer à ministra Matilde: na página dois, negros são açoitados por brancos burgueses. Na página três, os mesmos negros – highlanders, já que se mantiveram vivos por pelo menos mais de um século -olham com “justificado” e revolucionário nojo para os brancos burgueses – também eles highlanders.

É a Novíssima História Petista do Brasil. Quem discordar será reprovado.

(Atualização, às 14:20. Quem lembra do roteiro, sabe: o perigo de se meter neste ramo de highlanders é que, no final das contas, there can be only one.)

terça-feira, 27 de março de 2007

Me sejas frio, me sejas quente…

O PFL foi o partido mais importante na conquista da estabilidade econômica (e política) do primeiro governo Fernando Henrique. Enquanto o PSDB esperneava por cargos e queria bancar a consciência esquerdista de FH, com o velho discurso contra o Banco Central e o liberalismo (exatamente como o PT faz hoje com Lula), o PFL segurou a barra. Nas grandes crises da Ásia e da Rússia, foi ACM – sim, ACM – quem rugiu para o mercado e liderou, ao lado do presidente, a defesa das instituições e da moeda brasileira.”

O trecho acima é do artigo de hoje de Guilherme Fiuza, que faz uma excelente análise sobre a trajetória do, agora extinto, PFL. Não sem cometer alguns pecados. O principal deles é atribuir ao PFL uma covardia política que foi, antes, do próprio PSDB: a não defesa das privatizações do governo Fernando Henrique. Já disse uma vez e repito agora: sob todos os aspectos, a despeito das aparências, o PFL foi mais coeso na defesa da candidatura Alckmin do que o PSDB.

Concordo, porém – talvez não pelos mesmos motivos -, com Fiuza: esta reforma na sigla pode gerar um monstrengo. O risco é o PFL abrir mão de ser um partido pequeno, mas bem definido ideologicamente – capaz de crescer a longo prazo, quando os estragos do esquerdismo burro começarem a ficar claros nesta “Nuestra América” – para se transformar numa massa disforme como o atual PSDB.

Na minha modesta opinião, a única chance do PD dar certo é se parte significativa do PSDB for para o PT – o que, vamos combinar, não seria mais do que dar vazão aos reais anseios de alguns tucanos – deixando vago o espaço para um partido de centro. Do jeito que a coisa está posta, o novo partido abre mão de sua identidade em prol de outra, que nada mais é do que uma cópia mal acabada do tucanato – ou, como sugere Fiuza, um lobo desdentado.

Adepta que sou daquela dica cristã, “me sejas frio, me sejas quente; não me sejas morno que eu te vomito”, não posso estar otimista.

segunda-feira, 26 de março de 2007

Mais uma vez

Em meados de outubro último, com o segundo turno da corrida presidencial em andamento, afirmei que Geraldo Alckmin estava sem partido e sem assessoria de imprensa. Era a única explicação para o baile que o tucano levara na semana que se seguiu ao debate da Band – quando o PT tomou a mídia de assalto para vitmizar Lula, carimbando o rótulo de “agressivo” em Alckmin.

Pois a entrevista de Alckmin para a Folha de S.Paulo de hoje não faz mais do que confirmar minha teoria. Se o ex-governador está, como ele mesmo diz, cumprindo um “período sabático” em Harvard seria recomendável que mantivesse silêncio – afastado, pois, de sua principal atividade, a política, como requer a postura sabática. Que se limitasse a aproveitar a curta estada no Brasil para rever a família.

Mas não. Alckmin preferiu atender ao pedido de entrevista. E o fez no momento em que seu maior adversário dentro do PSDB emplacou excelente resultado numa pesquisa de opinião sobre o desempenho do governo de São Paulo neste primeiro trimestre.

O duplo erro – quebrar o jejum verbal no momento em que seu adversario político está fazendo bela figura – poderia ser anulado por declarações novas e significativas, que justificassem sua presença na mídia. Não foi, infelizmente, o caso. Suas declarações a José Alberto Bombig são a monótona repetição daquilo que se viu ao longo da campanha presidencial. Até mesmo o reconhecimento de erro na campanha saiu titubeado.

O que fica é a incômoda sensação de que a derrota para Lula não rendeu qualquer reflexão maior e que Alckmin, guardadas as devidas diferenças, é uma espécie de Leonel Brizola: um político destinado a falar sempre o mesmo, aos mesmos, e – por esta razão – condenado a jamais aumentar seu contingente de votos.

Só há dois motivos para que algo assim aconteça a um político: ou ele não dá ouvidos aos que o cercam ou está mal assessorado. Mas notem que nem a segunda opção poderá eximir Geraldo Alckmin: que ele estava mal de assessoria – e de partido – já ficou claro durante a campanha presidencial. Logo,logo, vamos acabar concluindo que se Alckmin não promove mudanças é porque compactua com esta incompetência.

E o pior é que seja qual for o motivo para tal teimosia, ela já começa a cristalizar o seu destino: ser reconhecido como um excelente administrador e um péssimo candidato. É uma lástima. E é por isso que mais uma vez – talvez pela última vez – escrevo sobre isso.

sexta-feira, 23 de março de 2007

Escola de vagabundagem

Você, brasileirinho excluído, não se preocupe com o seu destino.

Não, o governo não vai melhorar a educação para lhe garantir um futuro melhor. Ao invés disso, vai utilizar o dinheiro que poderia ser empregado na melhoria das condições de ensino e depositar em uma poupança, que você poderá sacar ao concluir a 8ª série.

Portanto, não se avexe: ao final de oito anos, você sairá da escola semi-analfabeto e sem emprego. Em compensação, terá uma poupancinha… Algo singelo, a lhe garantir vida mansa – pelo menos até que você consiga a sua própria Bolsa-Família.

quinta-feira, 22 de março de 2007

Revoltante e pedagógico

É revoltante o retorno de Fernando Collor ao cenário político. Principalmente para quem viveu intensamente aqueles dias que anteceram ao seu impeachment, sua volta dá a sensação de que andamos em círculos, de que nossas conquistas são em vão e que a política nacional absorve, sem problemas, todo e qualquer crime. Sentimentos que não são novos, mas que causam um incômodo danado sempre que com eles nos deparamos – e é provável que jamais tenhamos nos deparado com tais sentimentos de forma tão impactante.

Eis que, ontem à noite, assistindo aos tele-jornais, percebi que há um aspecto muito positivo na volta de Fernando Collor. Num país de analfabetos políticos, as imagens de seu retorno cumprem um papel pedagógico sem precedentes, escancarando aquilo que era acessível somente a uma elite intelectual: sem educação, a democracia é uma piada de mau gosto.

Quinze anos depois de ter deixado o Palácio do Planalto sob uma salva de xingamentos – “ladrão!” foi o predominante – , Fernando Collor apareceu na TV fazendo o caminho de volta. Desta vez, para ser abraçado, perdoado e acolhido por Lula, seu ex-desafeto. Nada pode ser mais representativo daquela maioria votante que, em novembro último, acolheu e perdoou Lula, a despeito de todas as acusações que reacaíam sobre o seu governo – e das quais seus eleitores estavam, segundo as pesquisas publicadas à época da eleição, bem conscientes.

Nenhuma outra imagem – e me dei conta disso somente ontem à noite – poderia ser mais apropriada para marcar o início do segundo mandato de Lula. Ali estava, escancarado na cara do povo, o resultado daquele discurso que ele, em sua maioria, aceitara tão bem nos últimos dois anos: “todos os políticos e partidos são iguais”; ” o PT só fez o que os outros fizeram” – “perdoemos, pois, a todos” . E o que é melhor: “não condenemos a ninguém” – exceto, é claro, aos delatores. Não por acaso, a segunda notícia do dia era o indiciamento de Roberto Jefferson pela Polícia Federal. O brasileiro tem horror a “dedo-duro”, pois não?

Imagem pedagógica poderosa, a nos esfregar na cara o que somos politicamente. Foi o que eu vi ontem à noite na TV. Lula está perdoado? Pois tomem Collor também. Lula não sabia? Pois Collor foi absolvido no STF. Engulam a ambos. Mirem-se bem neste gigantesco espelho e entendam, de uma vez por todas, que vocês são uma nação de tolos: um voto na mão e nada na cabeça.

quarta-feira, 21 de março de 2007

Liberdade, razão e sensibilidade

Antes de mais nada, aviso que este deve ser lido na íntegra – e que o leitor tem todo o direito de comentar desde que, antes, cumpra com o dever de ler tudo, sem pular paragrafos.

Hoje, em seu “blog por e-mail”, Cesar Maia conta a história do carioca Arthur Rodrigues, mestrando em Direito Internacional na UERJ, fundador das comunidades “PSDB” e “Morte ao Lula” no Orkut. A considerar o relato apresentado por Maia, Rodrigues, por conta da comunidade dedicada ao presidente, tornou-se alvo de investigação da PF. Ao procurar aquela instituição para maiores esclarecimentos, passou a desconfiar que suas comunidades haviam sido excluídas, no ano passado, numa ação conjunta entre a PF e o Google. Em sua defesa, Rodrigues alega, entre outras coisas, que “se tratava de uma alegoria (inclusive havia um cartoon do Lula sendo guilhotinado)“, que ” na própria comunidade diversas vezes foi dito que o objetivo não era a formação de qualquer projeto assassínio” e que estava apenas exercendo o ” Direito Constitucional à oposição“.

Pois bem…

Devo admitir que eu me divertiria às pampas se, qualquer dia desses, descobrisse comunidades orkutianas intituladas “Nariz Gelado é burra”, “Abaixo Nariz Gelado” ou qualquer coisa que o valha. E me divertiria, antes de mais nada, porque o surgimento de tais comunidades significaria, apenas, que o que faço neste blog está repercutindo o suficiente para causar irritação em uns e outros. No entanto, se surgisse uma comunidade chamada “Morte à Nariz Gelado” – com um cartoon da indiazinha sendo guilhotinada – , muito provavelmente eu me sentiria chocada e ameaçada. E não tenham dúvidas: uma vez que me sentisse ameaçada, faria denúncia na delegacia de crimes para a internet, na PF, no bispado e no escambau.

Longe de mim querer discutir leis com um mestrando em direito. Mas me parece que, por mais metafórica que seja, uma comunidade que deseja “Morte a Fulano” pode ser enquadrada por incitação ao crime. Em se tratando do Orkut – onde a maioria das pessoas assina a comunidade apenas pelo seu nome, não participando de suas discussões – parece irrelevante que ali, tal qual alega Rodrigues, “diversas vezes foi dito que o objetivo não era a formação de qualquer projeto assassínio“. Só o título, creio eu, já seria suficiente para garantir que a vítima em questão se sentisse no direito de tomar providências legais.

Quando o envolvido, porém, é – gostemos ou não – um chefe de Estado, a coisa fica mais séria ainda. Há, no meu entender, razões de sobra para que os responsáveis por sua segurança investiguem e acompanhem mais de perto os participantes da tal comunidade. Notem bem: investiguem e acompanhem.

Só por curiosidade, fui até o mecanismo de busca do Orkut para verificar quantas comunidades surgiriam para expressão “Kill Bush“. Encontrei 10 ao todo, sendo que 8 delas foram criadas por brasileiros – dentre estas últimas está a mais numerosa, com reles 551 membros. As demais estão em ostracismo. A conclusão mais imediata é que, mesmo protegidos pela Primeira Emenda, os americanos sabem que sugerir publicamente, ainda que de brincadeira, a morte de um presidente é garantir para si a atenção dos órgãos de inteligência. É bem provável que esta consciência venha do fato de que aquele país viu o assassinato de quatro presidentes em exercício. Mas vamos combinar que faltou ao mestrando em direito internacional a agudeza de espírito que, pelo visto, sobra aos americanos: hoje em dia, em qualquer lugar do mundo, piadas deste tipo podem, sim, render uma bela de uma investigação.

“Investigação”, pois… “Providências clandestinas”, é outra conversa… É aí que a porca torce o rabo. Não acompanhei de perto as notícias sobre aquelas negociações entre o Google e a PF, que tinham por fim coibir ações criminosas – em especial, o tráfico de drogas e a pedofilia – através do Orkut. Mas, de qualquer maneira, não me parece que a comunidade “Morte ao Lula” entrasse nessa categoria. Também penso, embora não esteja muito certa disso, que pela natureza da investigação a coisa talvez fosse da alçada da ABIN. Agora…. Se as comunidades de Arthur Rodrigues foram realmente retiradas do ar, como ele desconfia, numa ação conjunta e informal entre a PF e o Google – sem que, para isso, tenha existido qualquer recurso legal – penso que estamos diante de um procedimento irregular, que cheira, sim, à ditadura. Neste caso, ainda que lhe falte sensibilidade, Rodrigues estará coberto de razão em reclamar.