No mesmo dia em que foi tomada uma decisão histórica para acabar com o nepotismo no Judiciário, surgem novas suspeitas de que o filho do presidente Lula anda usufruindo de favorecimentos.
Agora descobre-se que, além daquele capital inicial de R$ 5 milhões, a Gamecorp – empresa de Fábio Luis Lula da Silva -, recebe da Telemar outros R$4,989 milhões anuais em patrocínio para a produção dos seus programas de televisão.
Eu tenho quase certeza de que toda esta negociação entre a Telemar e a Gamecorp foi formalizada dentro dos limites da lei. Para além da incômoda suspeita de favorecimento, nada será encontrado.
Mas – vejam, vocês, como são as coisas – eu também tenho certeza de que há muitos parentes de membros do Judiciário que, por seu preparo e competência, merecem os cargos de confiança que ocupam. Ontem, porém, o Supremo decidiu que esta relação não é correta – e que, portanto, eles devem ser demitidos.
A situação é a mesma para o caso do filho do presidente: por mais que a negociação entre a Telemar e a Gamecorp se dê nos limites da lei, todos sabem que ela fere a ética e a moral que deveriam permear as relações entre o poder público e a iniciativa privada.
Todos sabem. Todos menos Lula. Ele nunca sabe.