Em fevereiro de 2002, a CNT/Sensus trazia empate técnico entre Roseana Sarney (28,3%) e Lula (28,4%) nas simulações de primeiro turno. Nas simulações de segundo turno, a senadora tinha 48,6% e Lula 36%. O que aconteceu com Roseana depois já faz parte da história.
Logo, enquanto a oposição não define seus candidatos, o dado relevante é sempre a aprovação de Lula – único elemento fixo nesta conjuntura. De resto, tudo é risco – e, talvez, senso de oportunidade.
Independentemente de qualquer prudência que se deva ter em relação às atuais pesquisas, desconfio que Aécio Neves está feliz com estes resultados. Nada abrevia mais seu caminho à presidência do que a escolha de Alckmin como candidato do PSDB. Uma vitória de Lula em 2006, então, teria o dom de catapultar Aécio a condição de candidato tucano preferencial para 2010.
É claro que o governador de Minas Gerais jamais admitirá publicamente tal coisa. Na intimidade de seu gabinete, porém, deve ter comemorado a notícia com o seu vice, Clésio Andrade. Ex-sócio de Marcos Valério, Andrade preside a CNT há treze anos.