A tal lista de Furnas começa se revelar uma manobra política – e daquelas bem atrapalhadas.
Políticos que aparecem na lista – como tendo, supostamente, se beneficiado do esquema de fincanciamento de campanha – sequer concorreram nas eleições de 2002. Também é curioso que um documento criado em novembro de 2002 tenha sido registrado em cartório somente em setembro de 2005 – quando, por conta dos escândalos do mensalão, a imagem do PT e do governo estava mais suja que pau de galinheiro.
E o original?
Ahh..ninguém sabe, ninguém viu. Aliás, ninguém sabe se algum dia chegou a ver um original. Mas qualquer coisa que se parecesse com um foi entregue a um advogado que morreu.
Que este advogado não tenha família – ou, no mínimo, algum inventarista que possa procurar a famosa lista entre os seus pertences – é apenas mais uma das incongruências desta história.
Creio que, em breve, a Polícia Federal vai chegar aos autores do lendário documento. E eu publicarei um novo post com o mesmo título.