Um conselho: nunca, jamais, invista o melhor de você em qualquer coisa que não seja você mesmo. Pouco importa se o beneficiário é outra pessoa, o clube da esquina ou a nação inteira.
Não vale a pena. Quem planta o melhor de si pensando em outrem, acaba colhendo decepção. Isto porque a gente nunca recebe retorno na mesma medida.
E é bom esquecer aquela ladainha judaico-cristã de que “devemos dar o melhor de nós mesmos sem esperar nada em troca”. Só há três tipos de pessoas que aderem a esta vã filosofia: os mentirosos, os masoquistas e os burros.
Em qualquer área da vida, quem se dedica deve esperar recompensa. É saudável que espere. É questão de amor próprio aguardar benesses que correspondam à dedicação dispensada para este ou aquele aspecto das nossas vidas.
Contudo – e prestem especial atenção neste ponto -, se você se dedicar por inteiro a alguma coisa que não seja do seu único e exclusivo interesse, dificilmente a recompensa virá à altura. Se você despejar o balde todo da dedicação, de uma única vez, nenhum retorno jamais será suficiente. E, no minuto seguinte, lá estará você, apontando o dedo para os outros para acusá-los de ingratidão.
Não se engane. A culpa não é dos outros. Eles estão certos. Errado é você que se entregou por inteiro a assuntos alheios.
Seja, portanto, modesto na dedicação a causas externas. Doe-se a conta-gotas. Dê um pouquinho de cada vez. E jamais, por favor, despeje todo o balde de uma vez só. Primeiro, porque ninguém é bom o suficiente para merecer tanto. Segundo, porque você não vai receber o mesmo em troca.