Arquivo de outubro de 2005

domingo, 30 de outubro de 2005

Para a Veja, com carinho: mais uma gota de rum.

Assista a este vídeo da visita de Lula a Cuba em 2003 e me diga se não é o tal Sérgio Cervantes que está alí, todo sorridente, ao lado de Fidel.

O vídeo está com data de 26 de setembro de 2003.

Penso que é caso para a Veja investigar.

sábado, 29 de outubro de 2005

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“Quinze homens em cima do baú do morto,

Iô-ho-ho… e uma garrafa de rum!”

Talvez não sejam quinze os homens.

Mas há um morto.

E, pasmem, há rum também.

sexta-feira, 28 de outubro de 2005

Péssima notícia.

Alguém pode me dizer que porcaria é essa?

Mandaram o Carrasco para a guilhotina?

sexta-feira, 28 de outubro de 2005

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Vou cancelar a assinatura do Animal Planet.

Tem briga de hiena muito melhor no jornal.

quinta-feira, 27 de outubro de 2005

O beijo

Nino teve que esperar alguns segundos para se acostumar à penumbra do ambiente. Lá fora ardia o sol de junho. Ali dentro, a única claridade vinha de um pequeno abajur no canto da sala, cuja luz amarelada revelava o queixo e as mãos do homem sentado à escrivaninha de mogno.

O ambiente recendia a Cohibas. Muitos Cohibas.

Naquela voz rouca, inconfundível, Don Giovanni mandou que ele se aproximasse. Nino ainda olhou para Mateo e Carlo, como que aguardando o sinal afirmativo do segundo, antes de acomodar-se na cadeira. Diziam que a influência de Carlo sobre Il Capo era enorme.

Foi então que D. Giovanni começou a se explicar.

Nino fizera um bom trabalho com o jogo e a prostituição no Bronx. Hoje, ninguém mais lembrava dos tempos em que o bairro fora dominado por Blak Johnson. Agora a famiglia dominava todos os negócios escusos na região. E lucrava. Só o dinheiro que Nino arrecadava, a título de proteção, entre os comerciantes do bairro negro, garantia mais de 30% dos agrados de Dom Giovanni para a polícia nova-iorquina. Nino estava crescendo, ajudando a famiglia a lucrar, explicou Don Giovanni. E agora, quando a famiglia estava prestes a entrar em um negócio de proporções muito maiores, ele era o escolhido.

Depois de algumas baforadas, Il Capo anunciou:

- Nino, quero que você comande este novo projeto. É o maior projeto em que já nos envolvemos. Irá estender a área de atuação da famiglia para todo o país.

Meia hora depois, estavam acertados. E Nino mal pode conter a emoção quando Don Giovanni deu a volta na escrivaninha para abraçá-lo. Confirmação típica da cosa nostra, o beijo na boca selou o acordo.

Carlo esperou alguns segundos, depois que Nino saiu, para perguntar:

- Como será?

Don Giovanni ajeitou o suspensório antes de dizer:

- Quero um serviço limpo….Mas, antes, façam com que ele fale.

Carlo assentiu. Sabia bem quais eram as preocupações de Il Capo. Nino andara dando demonstrações de que poderia traí-los. Merecia, portanto, o beijo da morte. Antes, porém, fora preciso promovê-lo. A promoção levaria a suspeita para longe da famiglia.

quarta-feira, 26 de outubro de 2005

Guerra de Nervos

Menos de vinte e quatro horas depois de surgirem os cartazes do Senador Jorge Borhausen em trajes nazistas, recebo um spam com a imagem de José Dirceu travestido de Joseph Stálin.

Não a publico porque é impossível identificar a autoria e o remetente. Mas adianto-lhes que tanto o bigode quanto o quepe caíram muito bem ao deputado.

terça-feira, 25 de outubro de 2005

A cada regime, o seu cadáver.

Boa parte da imprensa relembra, hoje, a morte do jornalista Vladimir Herzog.

Covardemente assassinado nos porões da ditadura, em 25 de outubro de 1975, Herzog tornou-se um símbolo da violência instaurada pelos militares. O cadáver torturado de Vladimir Herzog, anunciou o fim do regime militar: três anos depois, organizava-se o movimento que, em 1979, resultaria na Lei da Anistia.

Ao longo desta semana, contudo, um outro cadáver irá pairar sobre a nação.

Covardemente assassinado nos porões da corrupção, em 18 de janeiro de 2002, Celso Daniel poderá tornar-se um símbolo da violência instaurada no regime de financiamento de campanhas. Se confirmadas as acusações dos irmãos do prefeito de Santo André, veremos o cadáver torturado de Celso Daniel anunciar o fim PT.

terça-feira, 25 de outubro de 2005

O voto como chibata.

Ontem, o Josias de Souza publicou uma foto do plenário da Câmara vazio – imagem simbólica da vagabundagem parlamentar que permitiu a Zé Dirceu ganhar mais um dia de prazo para a votação do seu processo de cassação no Conselho de Ética.

Agora eu leio, lá no Fernando Rodrigues, que o Marcos Valério enviou, através de seu advogado, algumas orientações para que a sua acareação com Delúbio seja mais produtiva.

Na impossibilidade de se voltar ao tempo em que os preguiçosos recebiam o merecido castigo, sugiro que o leitor utilize, nos tempos vindouros, a única punição possível: a surra eleitoral.

segunda-feira, 24 de outubro de 2005

Eu, Salomé.

salome.jpg

PSDB, quero a cabeça do Eduardo Azeredo em uma bandeja.

Dançarei, se preciso for.

segunda-feira, 24 de outubro de 2005

Conta outra.

Não tem editorial da Folha de São Paulo ou comentarista da Globo News que conseguirá reduzir a vitória do “não” à falta de informação por parte do eleitor.

Pois esta é a tentativa que percebo, desde ontem à noite, após a divulgação dos resultados.

Tanto a esquerda de um modo geral, quanto os defensores do politicamente correto alimentam a ilusão de que detém o monopólio da razão e do senso crítico. Continuam a aplicar aquela tática gramsciana, que manda desprezar as qualidades intelectuais de todo aquele que lhes faz oposição.

Tamanha cegueira rendeu-lhes, ontem, uma derrota vergonhosa.

No ano que vem poderá render-lhes um enterro definitivo.